Roberto Carlos voltou ao Corinthians deixando claro que sonha com a Copa do Mundo. Também no Timão, Ronaldo já declarou que está à disposição de Dunga. Na Itália, Ronaldinho teve boas atuações e também se candidatou para a África do Sul. Mas a pressão pela convocação dos astros de 2006 não abala o técnico da seleção. Após anunciar a lista do amistoso com a Irlanda nesta terça-feira (9), o capitão do tetra deixou claro que não esqueceu as críticas que a CBF sofreu com o fracasso na Alemanha.
'Todo mundo que está jogando e treinando tem chance. Agora quero lembrar ao torcedor o que vocês (jornalistas) pensavam em 2006 e o que falam hoje. Ou vocês estavam errados em 2006 ou estão errados hoje. Tenho um grupo que luta, que tem vontade de jogar na seleção. São jogadores que brigam com os clubes para jogar na seleção brasileira. E vou deixar esse jogador fora? Quero jogadores comprometidos com a seleção. Tem que ser franco com o torcedor', disse Dunga ao ser perguntado se o Fenômeno tem chances de ser chamado para sua quinta Copa do Mundo.
A lista para o jogo com a Irlanda, dia 2 de março, é a última do treinador antes da convocação final do Mundial, marcada para maio. Ronaldinho, Roberto Carlos e Ronaldo ficaram fora. Dunga lembrou que a pressão pela presença de jogadores consagrados não é novidade para os técnicos da seleção.
'Na vida nada muda, tudo se repete. O que aconteceu com o Felipão, com o Parreira, tudo se repete. Chamo um jogador pelo o que ele faz no clube, mas ele precisa fazer o mesmo na seleção brasileira. E tem uns jogadores que nos clubes não rendem tanto, mas na seleção brasileira eles rendem muito. E são esses que eu quero', afirmou.
O capitão do tetra agradeceu o apoio de Pelé, que recentemente pediu confiança à torcida no trabalho do treinador, e afirmou que a dedicação à camisa amarelinha nos últimos anos vai pesar na convocação final em maio: 'Estou fazendo o que o torcedor sempre nos pediu. Que a seleção brasileira seja o mais importante, que os jogadores tenham comprometimento. O que vejo é normal, sempre acontece quando a Copa do Mundo se aproxima (pedido de convocação de jogadores). Aquilo que o torcedor queria dos jogadores eles estão fazendo dentro de campo'.
O discurso é repetido pelo auxiliar Jorginho, que concorda com Dunga sobre a relação formada entre comissão técnica e jogadores desde o início do trabalho depois da última Copa: 'Acho que com o trabalho a gente adquiriu a confiança do grupo. Hoje, para estar na seleção brasileira não é mais uma questão técnica, é uma questão de comprometimento. E isso o próprio grupo já cobra de todos'.