Uma chuva de fortes proporções foi o que causou o transbordo do canal de drenagem de água da chuva da Alunorte. A explicação foi dada pelo presidente da empresa, Ricardo Carvalho, que concedeu entrevista coletiva para a imprensa nesta quinta-feira (30), em Belém.
Ele informou que a refinaria de alumina já está dialogando com as comunidades do rio Murucupi. Enquanto ocorria a entrevista, líderes comunitários da área participavam, em Barcarena, de uma reunião na Alunorte. 'Neste momento, estamos conversando com eles para ouvi-los', destacou Carvalho.
Como o canal de drenagem contém resíduos de bauxita, o transbordo levou o material para o Rio Murucupi, em Barcarena. De acordo com a empresa, assim que ocorreu o transbordamento, a Alunorte iniciou o monitoramento interno e contratou empresas especializadas para avaliação das águas do rio Murucupi.
Ainda de acordo com a Alunorte, o pH da água está dentro dos padrões aceitáveis do ponto de vista ambiental. 'Os níveis encontrados não seriam suficientes para ocorrer a mortandade de peixes', explicou o presidente da Alunorte.
A empresa informou que adotou medidas de curto prazo para que o transbordamento não volte a ocorrer, como o aumento do talude da área de resíduo de bauxita em cerca de um metro e também elevou a altura, em alguns pontos, do canal de coleta de água da chuva, para aumentar a capacidade de escoamento.
Ricardo Carvalho afirmou que no processo da Alunorte não existe arsênio e explicou que a soda cáustica de fato existe no processo da refinaria de alumina, mas o resíduo existente no canal é em quantidade pequena.