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11/07/2008 às 10h00
Dicas de Verão Saudável

Olá queridos, desculpem a longa demora, tenho explicações: nessa semana, exatamente dia 07 nasceu minha 'filha' com a minha sócia, minha querida amiga Fátima, a nossa clínica que tem o nome de Única Centro de Estética. Mudanças em algum momento é necessário. Em meio de construção, material elétrico, hidráulico, tijolos e cimento enfim, conseguimos. 

O período de férias é tempo bom para relaxar, tempo de sensualidade, de maior risco de câncer de pele e de desidratação. Além de passar protetor solar, beber muita água e se alimentar com comidas leves, outros cuidados menos básicos devem ser seguidos, como evitar os laguinhos de água na hora do pico do sol, por conta da alta concentração de ozônio no ar. Saiba algumas mazelas que oportunistas dessa época.

Alergia ocular: Além das conjuntivites, o contato dos olhos com excesso ou falta de cloro nas piscinas e com água contaminada do mar costuma causar esse tipo de alergia nas crianças. O contato de filtro solar com os olhos por meio da transpiração também pode acarretar uma alergia. O Estudo Multicêntrico Internacional de Asma e Alergias na Infância demonstra que 20% da população brasileira têm alergias e seis em cada dez alérgicos manifestam o problema nos olhos. Ocorre uma alteração da conjuntiva tarsal (membrana que reveste a pálpebra internamente, que fica em contato com o globo ocular) onde encontramos papilas (saliências), sinais de reação alérgica. A alergia ocular é tratada com colírio anti-histamínico e, quando mal cuidadas, podem progredir para uma ceratite e até mesmo para um ceratocone (deformação da córnea que fica na forma de um cone, com grande risco de cegueira e é a maior causa de transplante de córnea).

Queimaduras solares: Além de arder, atrapalhar o sono e prejudicar o visual, as queimaduras podem evoluir para um câncer de pele. Os protetores solares devem ser passados de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada duas horas - chapéus e sombra também são bem-vindos. Existe ainda o fator 'eu sei o que vocês fizeram no verão passado': o efeito do raio ultravioleta é cumulativo. Eles penetram no núcleo da célula e causam uma mutação que fica registrada no DNA. No futuro, o acúmulo de mutações pode gerar uma célula cancerígena. Ou seja: ter uma queimadura forte, com bolha ou vermelhidão, durante a infância ou até os 20 anos é o suficiente para entrar no grupo de risco, o FPS 30 seria o fator mínimo para ser usado.

Câncer de pele: É o câncer mais freqüente na população e, felizmente, o mais fácil de tratar, principalmente se há diagnóstico precoce. No verão, aumenta a incidência dos raios ultravioleta A e B. O raio ultravioleta A (mais responsável pelo envelhecimento da pele) fica na mesma concentração durante todo o dia, o raio ultravioleta B aumenta no período de 10h às 15h - o pico é às 12h. São esses os maiores responsáveis pelas queimaduras solares e, por conseqüência, pelo câncer de pele. Pessoas com pele, olhos e cabelos claros, com muitas pintas ou com antecedentes na família têm mais chances de desenvolver esse câncer. Os cânceres mais comuns são o carcinoma basocelular (CBC) - é o 'mais bonzinho'- e o carcinoma espinocelular (CEC), que têm índice de cura maior e dificilmente enviam metástase. O melanoma cutâneo é o mais raro e grave, pois tem chance de metástase maior. É preciso estar atento a feridas que não cicatrizam, lesões com aumento rápido e pintas que mudam de cor ou que passam a ter bordas irregulares.

Cabelo oleoso: O calor excita a secreção de glândulas sudoríparas e sebáceas. Por conseqüência, o cabelo geralmente fica mais oleoso e úmido, tornando-se um local ideal para a proliferação de fungos e, principalmente, de bactérias - ambos se alimentam dessas secreções. Para prevenir infecções são recomendados xampus à base de cetoconazol, que são anti-sépticos, antiseborreicos e antifúngicos. Esses produtos, no entanto, só devem ser usados sob receita médica.

Cabelo ressecado: Por outro lado, a exposição ao sol, ao sal do mar e ao cloro da piscina também pode levar a uma desidratação do cabelo. Quem tem o cabelo seco sofre mais ainda. Máscaras capilares rehidratantes podem ser eficientes. A dica é lavar o cabelo com menos quantidade de xampu, assim como deixá-lo menos tempo na cabeça.

Crescimento do cabelo: Como o metabolismo é mais acelerado no calor, o cabelo cresce um pouco mais rápido nesta época do ano, deixando as pontas indesejáveis. Mas a idéia de que cortar a ponta dos cabelos favorece o crescimento é mito.

Impinge: Crianças têm maior suscetibilidade às infecções fúngicas. A mais comum é a chamada popularmente de impinge ou 'tinha do couro cabeludo'. Causada pelo fungo Tinea capitis, é bastante contagiosa. A infestação pode causar pequenas falhas e produzir coceira intensa. Deve-se evitar o contato do paciente com outras crianças, pois a impinge é extremamente contagiosa. O tratamento é feito com antifúngico tópico e sistêmico com receita médica.

Foliculite: Normalmente, adultos têm mais vulnerabilidade às infecções bacterianas, tanto na pele como no cabelo. As chamadas foliculites são pequenas espinhas que não saram e ficam na saída do pêlo. Para curar são usados xampus anti-sépticos, anti-seborreicos e antibióticos locais e sistêmicos, receitados pelo médico.

Pano branco: São lesões claras do tamanho de lentilhas que aparecem geralmente nas costas, no pescoço e nos braços. Também conhecido como 'micose de praia', esse mal é causado pelo fungo que costuma fazer seu 'quartel general' no couro cabeludo, mas envia seus esporos para outras partes do corpo. É tratado com xampu com antifúngico e antifúngicos locais e sistêmicos.

Brotoeja: É uma disfunção muito comum em crianças, pois as glândulas que produzem o suor ainda são muito estreitas e acabam obstruídas. As brotoejas são comuns em áreas ricas em glândulas sudoríparas, como atrás do joelho, axilas e virilhas. Para evitar, opte por roupas leves que não obstruam essas áreas. Cremes antiinflamatórios à base de corticóides ou calamina podem ser receitados pelo médico.

Micose: Essas infecções são causadas por fungos que, no calor, se proliferam mais facilmente nas dobras do corpo: axila, virilha, entre as nádegas e os dedos (principalmente dos pés). Quando acontece no pé, também é conhecido com frieira ou pé de atleta. Para evitar, a dica é deixar esses locais sempre enxutos, usar roupas de algodão e sabonetes anti-sépticos. Outro conselho é não deixar o biquíni ou a sunga secando no corpo. A umidade e o calor são um ótimo meio para a cultura de bactérias.

Efeitos adversos de medicamentos: Alguns remédios, como antiinflamatórios, antibióticos, diuréticos, laxantes e tranqüilizantes podem causar erupção e vermelhidão na pele em decorrência da exposição ao sol. Quem toma essas medicações regularmente deve evitar a exposição ao sol e consultar o médico sobre outros possíveis efeitos indesejáveis relacionados ao calor.

Pele oleosa: Como o calor aumenta a produção das glândulas sudoríparas e sebáceas, quem tem pele oleosa tem que tomar cuidado com o uso de protetor solar, pois pode acabar todo 'pipocado'. As melhores opções para esse tipo de pele são os filtros solares em spray ou gel.

Dor de cabeça: A maior parte das dores de cabeça recorrentes é causada pela enxaqueca (doença bioquímica do cérebro, herdada geneticamente, que pode ou não provocar crises de dor de cabeça recorrente). O paciente com enxaqueca tem o cérebro hiperexcitável e reage mal a estímulos como estresse, calor, sol, jejum, privação de sono etc. No verão, a exposição excessiva ao sol, a mudança súbita de temperatura do clima e o trânsito entre ambientes refrigerados e quentes podem deflagrar crises. Tomar líquidos muito gelados estando com muito calor ou muito suado também não é bom para quem tem enxaqueca. Outra coisa que pode causar crises é se exercitar sob o sol.

Cefaléia do sorvete: É real e comum. A ingestão de qualquer líquido muito gelado pode trazer uma dor súbita, muito intensa, no meio da cabeça e com duração de poucos segundos. Quando a substância gelada toca o céu da boca (o palato) supostamente gera uma vasoconstrição intracerebral que é seguida por uma vasodilatação e dor intensa. Deve-se diminuir a quantidade e a velocidade da ingestão daquilo que provoca a dor. Isso ocorre em algumas pessoas e em caráter eventual.

Aumento da libido: O calor não tem nenhuma relação direta com a libido, mas o uso de pouca roupa deixa o desejo no ar. A exposição do corpo é maior e o desejo está intimamente relacionado com a visão, principalmente a dos homens. 'A mulher se sente mais sensual com as roupas usadas no verão', afirma a sexóloga Jaqueline Brendler. Outro fator é a convivência. As pessoas se expõem mais, ficam mais tempo com os amigos, o círculo social se intensifica. E isso é ótimo!

Candidíase: O entra e sai da piscina ou do mar pode favorecer a reprodução do fungo Candida albicans, responsável pela candidíase - um tipo de micose que causa coceira e ardência vaginal intensas e um corrimento esbranquiçado. É recomendado evitar sentar na areia e em borda de piscinas e tomar sol com o biquíni molhado. 'Em noites muito quentes, o ideal é dormir sem calcinha. A vagina precisa de ventilação. A mulher foi feita para usar saia', afirma a ginecologista Jaqueline Brendler. Roupas íntimas de algodão e sabonete neutro também são indicados para a prevenção.

Bicho geográfico: Muito freqüente nas praias, essa afecção é causada por larvas ou vermes que fazem verdadeiros túneis na pele, deixando para trás a marca do seu trajeto sinuoso e muita coceira. Praias com cachorros podem ter a areia infectada - os animais são os principais hospedeiros dessas larvas. Se for contaminado, procure um médico. Não fure as lesões com auxílio de agulhas ou alfinetes e nem abra a pele com lâminas. O risco de infecção é grande.

Cloasma: São manchas escuras que aparecem no rosto e atingem principalmente mulheres que tomam pílula anticoncepcional e as grávidas, mas que podem ser provocadas pela exposição solar. Usar protetor solar 50 a 60.

Melhora do humor: Não é à toa que um tempo ensolarado é geralmente associado com um bom estado de espírito: a exposição à luz solar estimula a produção de serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar).

Diarréia: As infecções intestinais são mais comuns nesta época do ano. Uma explicação para isso é o aumento da ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados, por conta do calor. É época do ano em que as pessoas costuma comer em lugares de higiene questionável, como barraquinhas em praias, e beber água de origem duvidosa. Muitas vezes o gelo servido em bebidas é feito com água contaminada. Em caso de diarréia, o soro caseiro pode ser uma solução. Mas, se for persistente, um médico deve ser consultado.

Desidratação: Para fazer a regulação térmica do corpo, o organismo perde mais água no suor e, com ela, magnésio, sódio, potássio e outros sais minerais. Além do aumento da transpiração, vômitos e diarréias causados por infecções intestinais (mais freqüentes no verão) contribuem para o aumento da desidratação. A pessoa desidratada apresenta sede, fica muito tempo sem urinar, com a boca e mucosas secas, olhos ressecados e fundos. Em casos extremos, pode causar convulsões, coma e até mesmo a morte. O segredo é bastante liquido e nada de refrigerantes, e sim H2O, sucos e água de coco.

Falta de apetite: Como o organismo precisa baixar a temperatura do corpo, é natural uma diminuição do apetite. O próprio corpo tem mais necessidade de líquidos do que de comida. Alimentos menos calóricos e mais leves dão menos trabalho na hora da digestão. O consumo predominante de frutas, legumes e verduras é recomendado.

Insolação: Conseqüência da exposição extrema ao sol (direta ou indiretamente), pode provocar intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura. A temperatura do corpo fica elevada, a pele fica quente, avermelhada e seca. Pode deixar as extremidades do corpo arroxeadas e levar a um estado de inconsciência.

Transpiração: Os homens são homotérmicos, ou seja, mantém a temperatura interna do corpo em 36° C independente da temperatura do ambiente. Mas isso custa modificações internas. No calor os vasos do corpo ficam mais dilatados, por isso ficamos mais vermelhos. Como o sangue passa mais perto da pele, fica mais fácil eliminar o calor do corpo. Transpirar é o principal mecanismo para o organismo perder calor, mas o suor excessivo pode levar a desidratação e ser sintoma de infecções.

Desmaio: Algumas pessoas expostas muito tempo ao sol podem sofrer desmaio, que também está relacionado com a pressão baixa e a desidratação.

Fraqueza: Aquela vontade de não fazer nada, típica do calor, também pode ser efeito da pressão baixa e da desidratação.

Menor resistência em exercícios físicos: Esportistas devem ter cuidado redobrado ao se exercitar quando o tempo estiver muito quente. Como a atividade aumenta o calor do corpo, existe o risco de ocorrer uma hipertermia (superaquecimento do corpo). O ritmo e a intensidade devem ser menores que o habitual e não é recomendado se exercitar sob sol forte. Atletas devem aumentar o consumo de bebidas isotônicas e consumir mais frutas e legumes. Uma boa dica é o consumo de água de coco: a fruta é rica em sais minerais e vitaminas A, B1, B2, B5 e C.

Hepatite A: Sabe aquele sorvete feito com sabe-se lá que água? Esqueça. De acordo com o Sociedade Brasileira de Hepatologia, há evidências de que há um aumento de 20% a 30% na freqüência de casos de hepatite A durante o verão, embora não existam dados oficiais do Ministério da Saúde. Esse aumento é atribuído à aglomeração em praias e locais de férias, onde, muitas vezes, são consumidos alimentos de má qualidade ou mal preparados e água de origem duvidosa. Causada pelo vírus A, a doença é na maior parte das vezes benigna, assintomática e autolimitada pela resposta imunológica do paciente. Suas formas mais graves são raras e podem atingir crianças - a chamada hepatite fulminante, que ocorre em menos de meio por cento dos casos - ou adultos acima de 40 anos. Os sintomas são olhos e peles amarelos, urina escura, febre de curta duração, prostração, enjôos e, às vezes, vômitos no início da doença. Dura em média de 15 a 40 dias. Existe vacina para prevenção da doença, testes que apontam se você já teve a doença (e está protegido) ou se tem a doença na sua forma aguda. Para evitá-la, use água mineral de origem confiável e não abuse de comida de barraquinhas ou de ambulantes.

Bem, as dicas estão aqui. É só tentar seguir. Uma semana com muita energia e pensamentos positivos.

Um agradecimento muito especial para minha querida Fátima, pela força e companheirismo constante e incansável durante essas quatro semanas e para meus amigos que estão comigo até nas horas de risco e aventura: Clodes, Francisco, Luciana, Wallace e pelo apoio contante da minha adoravel Vera.

 
Perfil

Glayce Filgueira tem 31 anos, é canceriana do dia 20 de Julho que, aliás, é dia internacional da amizade. Nascida e criada em Belém, é formada em tecnica em estética desde 1998, tem especialização em drenagem linfática na suíça, especialização em Pré e Pós cirúrgico, especialização em tratamentos corporais e faciais e atualmente, de volta às salas de aula, estuda Fisioterapia.

"A estética entrou na minha vida sem eu menos esperar, logo me deparei com uma das minhas maiores paixões. Meu trabalho é apaixonante, procuro sempre estar bem atualizada por tudo que é lançado. O cuidado estético hoje, costumo dizer, deveria entrar no conceito de Saúde pela OMS (Organização Mundial de Saúde) já que saúde é o bem estar físico, mental e social. E os recursos estéticos, hoje, nos oferecem o bem estar em todos estes aspectos".
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Claudia
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