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Há dois meses estou na editoria do Jornal Liberal 2ª edição e uma palavra resume bem o clima do telejornal: correria. A editora chefe, Daniela Martins, e os editores assistentes reúnem para avaliar as matérias que estão previstas. Só que a maior parte dos Vt´s exibidos do JL2 ( como o chamamos carinhosamente) é feita à tarde, por isso é uma correria. São 12 minutos de telejornal, em média, mas que precisam ser cuidadosamente planejados.Até porque a principal missão do JL2 é abordar os principais assuntos do dia da capital e do interior do Estado.
Não se engane pelo tempo do jornal. Pode ter certeza que é extremamente difícil reunir assuntos tão diferentes em uma mesma edição. Além disso, precisamos resumir ao máximo as matérias para que tenham um ou um minuto e meio no máximo, mas que apesar do tempo curto, consigam passar todas as informações necessárias.
Sempre fico observando o espelho do jornal, que é onde colocamos todas as matérias que foram produzidas e que estão em produção pelas nossas equipes da capital e do interior. Vejam que decidir o que vai entrar e o que vai “cair” é uma tarefa extremamente difícil. Também é importante registrar que em muitas vezes qualquer alteração nestes 12 minutos provoca uma reviravolta no espelho do JL2.
Durante esses meses de estágio, pude conhecer um pouco mais a fundo a linguagem do jornal e suas especificidades. Acho magnífico assistir uma matéria bruta na ilha com algum editor, participar da escolha das sonoras e tentar adequar o off.
Muitas vezes deixamos de dar um Vt porque não conseguimos gravar os dois lados da história. Essa pra mim é a maior demonstração de responsabilidade e respeito com o telespectador. Quando o factual se impõe e não conseguimos ouvir o outro lado, vamos atrás para conseguir uma nota pé, que sempre consta o posicionamento da outra parte envolvida na denúncia.
Devo confessar que já passei algumas tardes loucas correndo atrás do contato de algumas pessoas, trabalhando conjuntamente com a pauta, tudo por que aqui na TV é primordial que escutemos todos os lados da história.
O mundo do telejornalismo é apaixonante e posso dizer que participo de todas as etapas de produção do telejornal. Desde a apuração, passo pela edição e acompanho o jornal no ar, de dentro do suíter ( local de onde se solta as matérias do jornal, onde ocorre a coordenação dos vivos, Libcop, enfim.. onde toda a exibição acontece) é sem dúvida nenhuma uma gratificação sem tamanho e não consigo encontrar palavras para descrever.
Todos os dias, após cada edição, fazemos uma reunião com todos aqueles que fazem o Jornal Liberal 2ª edição. Nessas reuniões discutimos o que aconteceu de errado na produção do dia, desde problemas com a arte até a falta de atenção ocasional de algum repórter.
As reuniões me fizeram adquirir um outro olhar sobre a produção jornalística, um olhar de telespectadora, assim consigo perceber as falhas e ajudar a aprimorar o trabalho. Ao final do dia sempre tenho a certeza de que um ótimo jornal foi ao ar. Na adrenalina do aprendizado diária nossa missão foi cumprida. O jornal foi ótimo e amanhã tem mais.
Por Carol Amorim - estagiária do JL2
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