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Tive a oportunidade de iniciar o estágio já no primeiro ano da faculdade em outra emissora de TV. Ao mesmo tempo ficava de olho nas provas do Pró-TV, projeto da TV Liberal em parceria com a Universidade Federal do Pará, na época. Foram três tentativas. Até eu conseguir passar no teste, coordenado pela jornalista Regina Alves.
No primeiro mês de estágio, a primeira missão: auxiliar a equipe do Núcleo de Rede, que na época cobria o Massacre de Eldorado do Carajás.
Com a editora ocupadíssima na ilha e o repórter viajando, fiquei responsável por atender as ligações de toda Rede em busca de notícias atualizadas sobre o massacre. Foi uma tarefa empolgante para quem estava começando. E ao mesmo tempo desafiadora.
Observando os jornalistas mais experientes da redação e em contato com profissionais da TV Globo, aprendi que é fundamental checar toda e qualquer informação. Não adianta se desesperar para dar o “furo” de reportagem. O mais importante é passar a informação correta, ouvindo sempre todos os lados da notícia.
Lembro que na época do massacre, a jornalista Fátima Bernardes é quem apresentava o Jornal Hoje. Uma das primeiras ligações que atendi foi a dela. Queria saber se já tínhamos recebido a fita com as imagens do massacre. Nesse dia o JH não teve as imagens, que só foram ao ar no Jornal Nacional, à noite.
A partir dessa primeira “prova de fogo”, segui o estágio na produção de pauta, onde contei com a ajuda de todos os colegas que já eram produtores na emissora. Sempre observando o que era mais importante na apuração da notícia, mostrando agilidade no trabalho e tendo iniciativa de querer aprender cada vez mais. Isso é muito importante para que você seja notado dentro da redação.
Como todos que passam pelo Pró-TV, tive a oportunidade de acompanhar as diferentes fases do telejornalismo: reportagem de rua , edição, produção, apuração e entradas ao vivo. E foi graças ao projeto que após um ano de estágio fui contratado para produção de pautas da TV Liberal.
Nos primeiros três meses de trabalho fui designado para atuar no programa Bom Dia Pará. Em seguida, trabalhei na produção de pautas e, alguns anos depois, fui convidado para atuar no Núcleo de Rede, onde também tive um grande aprendizado na carreira.
A partir dessa experiência, comecei a ser chamado para chefia de reportagem nos finais de semana e logo depois veio o convite para ser editor no Jornal Liberal-2ª Edição.
Por isso o estágio é tão importante para qualquer tipo de profissão. É através dele que você começa a aprender a gostar daquilo que pretende fazer pelo resto da vida. Mas é claro sempre focando na inovação e nunca perder a oportunidade de aprender cada vez mais sobre a profissão escolhida.
No caso do jornalismo, o profissional pode ser multimídia ou pode se especializar numa determinada área do jornalismo, o que vem sendo uma tendência ultimamente. O amor à profissão também é fundamental. Tem que gostar realmente do que faz para ser um bom profissional. O estágio é a oportunidade para se efetivar no mercado de trabalho. Por isso não percam essa chance. Aprendam e conquistem seus objetivos profissionais. Essa é minha dica.
Por Christian Emanoel, editor do Jornal Liberal 2ª edição
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