21/05/2013 às 10h09
O que é trabalhar em tevê?
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Às vezes temos muitas loucuras na vida, mas como trabalhar numa produção de pauta é sem dúvida uma loucura sem fim....Acreditem!
Quando era adolescente sempre via na tevê uma maneira tão tranqüila de trabalho, nunca tinha imaginado que precisava de tanta dedicação e determinação para produzir uma reportagem.
Quando entrei no jornalismo vi que tudo é muito diferente. Minha escolha em jornalismo foi no dia da inscrição. Eu iria escolher a saúde como uma profissão para toda vida. No entanto minha escolha mesmo foi comunicação social com habilitação em jornalismo. Na minha opinião o jornalismo é uma área que também incorpora a medicina.
No meu primeiro ano no curso de jornalismo, eu sempre ficava pensando se era a escolha certa que eu tinha feito para minha vida. Essa definição veio se firmar no terceiro semestre do curso, quando tinha entrando matérias que faziam parte do jornalismo impresso.
Foi quando comecei a fazer pauta do jornalismo impresso que comecei a refletir o que era o trabalho de uma produção. Não posso negar que meu sonho era estagiar na TV Liberal, pois a qualidade e a credibilidade dos profissionais de jornalismo em nosso estado é indiscutível.
Quando conseguir realizar meu sonho em estagiar na tevê, logo de primeira minha função era auxiliar na pauta, e de primeira levei logo um susto quando vi a loucura que é uma redação e de cara fazer logo uma pauta.
Estou gostando muito de trabalhar na produção de pauta. Essa loucura diária na busca por boas produções confirmou de vez a minha paixão pelo jornalismo. Eu sei que está sendo difícil no começo, mas pouco a pouco, estou me adaptando com essa rotina de correria.
Meu ideal é ser um jornalista de credibilidade e estou começando pela maneira mais correta: na produção de pautas.
Estou aprendendo muito com a coordenadora de pauta da TV, a Rosângela Gusmão. Defender um assunto e mostrar a melhor forma de conduzi-lo em uma reportagem é sem dúvida um desafio diário que estou adorando aprender.
Marcelo Dinelly - estagiário da pauta |
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13/05/2013 às 14h29
Plagiando o Alta Horas: o BDP é a vida inteligente na madrugada!
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Trabalhar na madrugada não é nada fácil. Engana-se quem pensa que o dia só começa às 8h, que as notícias da manhã são as mais tranquilas e que tudo é um mar de rosas....
Pensar, produzir e editar um telejornal que vai ao ar no início da manhã requer tempo e bastante disciplina para atender à primeira demanda de telespectadores do dia justamente naquele momento em que as pessoas estão tomando o café, ou se arrumando para ir ao trabalho, ou ainda deixar os filhos na escola, ou principalmente tirar dúvidas sobre questões do dia a dia.
Até porque o BDP já tem um público que participa dos quadros "Bom dia Responde" ou o famoso " Questão de Direito". Devo dizer que esses quadros me deixam louca de tantas ligações ao mesmo tempo, mas adoro atender e passar os questionamentos ao Jadson.
A equipe do Bom Dia Pará, a qual faça faço parte desde quando iniciei o estágio em fevereiro deste ano, é na minha opinião bastante completa e diferenciada. Todos dão sugestões, temas, questionamentos e tudo é debatido até a escolha dos assuntos que serão transformados em entrevista de estúdio, VIVO ou reportagens.
Logo nos primeiros dias eu estranhei muito a rotina, achava tudo um tanto diferente e na verdade não deixa de ser. O Bom Dia é muito eclético... tem divulgação de programações culturais da capital, dicas de emprego/ estágio, previsão do tempo para o dia em Belém e em outras cidades do estado e claro, não se pode deixar de lado o momento do esporte, que cedinho já é atualizado e analisado pelos comentaristas Carlos Ferreira e Ivo Amaral. Para mim, formam uma bela dupla, apesar de "quase sempre" estourarem o tempo dos comentários.. É esse é um momento de riso, mas de estresse também.
O Bom Dia Pará é uma escola dentro da empresa que proporciona possibilidades de crescimento de quem está iniciando uma carreira de jornalismo. Ah! para quem ainda não passou pelo BDP, fica uma dica: NUNCA durmam sem antes averiguar se o despertador está ligado, caso contrário, vocês levarão o maior susto da vida ao verem a luz do sol na janela do quarto ,afinal, o Bom Dia não se inicia na luz do dia, e sim na madrugada.
Nathalia Lago - Estagiária do Bom Dia Pará. |
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06/05/2013 às 14h59
Uma grata surpresa
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Ao começar a cursar a faculdade de jornalismo, eu já tinha em mente a vontade de, um dia, poder trabalhar com o jornalismo esportivo. Portanto, iniciar o estágio na TV Liberal justamente na editoria do esporte foi algo que me deixou bastante empolgado com o que estaria por vir.
Depois de quase quatro meses trabalhando ao lado da equipe do Globo Esporte, pude adquirir algumas importantes lições de como fazer o jornalismo esportivo. Acompanhar todo o processo de realização de uma matéria, desde a pauta até a sua exibição, foi algo que me ajudou muito a entender, na prática, o jornalismo.
Todos os integrantes da equipe do GE têm funções importantes, mas não posso negar que a função de repórter é a que eu julgo mais interessante.
Aproveito cada “externa” para aprender um pouco mais com os repórteres. Sinto a responsabilidade de colher informações, apurar detalhes que poderiam passar despercebido, trazer histórias curiosas para a redação.
O esporte é levado muito a sério por muitos, algo capaz de envolver paixão por clubes ou atletas. Aqui no Pará, não há como negar que o carro-chefe do esporte é o futebol, sobretudo quando se envolve a dupla Remo e Paysandu. Por isso, aprendi o quão importante é uma boa apuração. É necessário estar convicto do que se irá colocar no ar.
Bom, durante esse período em que estou trabalhando na editoria do esporte aprendi muitas coisas. Espero continuar aprendendo e melhorando cada vez mais. O esporte sempre foi um dos assuntos que pautou minhas conversas com amigos e familiares, por isso trabalhar com o jornalismo esportivo esta sendo uma experiência muito boa.
Matheus Rocha – estagiário do GE |
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29/04/2013 às 14h43
Doce lembrança do primeiro teste
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Ainda me lembro o dia em que fui chamada pela TV Liberal para participar da segunda etapa de seleção para o programa de estágio da empresa: o teste de vídeo. Eu já havia concluído a disciplina Telejornalismo I, mas me lembro que essa“preparação” não valeu de nada naquele momento.
Uma menina que esperava comigo me ensinou a fazer alguns exercícios vocais pra melhorar a pronúncia na leitura das notícias. Eu tremia muito e lembro de ter gaguejado algumas vezes na frente das câmeras.
Na saída, achei que nunca seria chamada pra nada relacionado a trabalho se eu dependesse daquele teste. Na hora de agradecer pela minha participação e obviamente notando o meu nervosismo, Alessandra Barreto, coordenadora do Pró-TV, me disse para ficar tranquila e não me preocupar demais.
Ela me disse que o primeiro teste era assim mesmo e que um dia eu ainda viria a rir daquele teste. Eu só consegui ficar mais nervosa e achando que realmente não tinha feito aquilo direito.
Depois de mais algumas etapas de seleção, comecei o programa de estágio na TV. O ritmo da redação era frenético. Todos pareciam estranhos pra mim. Minha primeira experiência profissional e eu me sentia completamente perdida! Switcher, p2, ilha de edição, ftp, ip, Cedoc.
O jornalismo de TV é um mundo a parte, com um dialeto próprio. Com um nó na cabeça, comecei o trabalho ainda sem acreditar que eu tinha superado aquele teste de vídeo terrível.
Após o primeiro mês eu já me sentia em casa. Comecei na ronda da noite, em contato direto com a polícia, os bombeiros e outras autoridades para não perder nada do que estava acontecendo na cidade inteira. Eu ficava até às 21h na redação, e estava em contato com a editoria do “Bom Dia Pará” e com os editores de plantão da Rede Globo.
Um dia eu recebi a denúncia de que um muro tinha caído em um bairro distante do centro. No outro dia, quando cheguei para trabalhar, o editor da noite me mostrou o vídeo: “olha Carol, rendeu matéria!”. Vendo aquele vídeo me senti feliz. Todas as informações apuradas por mim estavam alí. Se eu não tivesse entrado em contato com alguns policiais na noite anterior, aquela matéria nunca iria ao ar. Pela primeira vez, senti que estava no caminho profissional que eu gostaria de seguir.
O tempo foi passando e novos desafios foram surgindo. Eu já não era uma estagiária “novata”, uma nova safra havia entrado depois da minha seleção. Tendo ganhado a confiança das pessoas da produção, fui chamada para integrar o“Núcleo do Círio”, em 2012.
Eu senti o peso dessa confiança e tentei fazer jus a ela. Durante meses eu sabia de cor toda a programação da “Festa da Fé” daquele ano. Falei com artistas, negociei participações. Os testes de vídeo continuaram também, em paralelo a todo esse trabalho.
No programa de estágio da TV Liberal nos é dada a possibilidade de treinar a construção do texto, postura em frente as câmeras, dicção, dentre outras coisas. Um dia, Alessandra me chamou em uma das ilhas de edição.
Ela me mostrou, junto com os meus testes mais recentes, aquele primeiro de seleção para entrar na empresa. Como ela havia previsto algum tempo atrás, eu realmente ri daquela menina que gaguejava em frente às câmeras. Não me reconheci. Aquela menina não era mais eu, eu já era muito mais confiante e segura do que podia fazer. Eu sabia que era preparada, por conta de tudo que eu já havia conseguido realizar ali dentro.
Com a conclusão dos meus estudos, tive que dar adeus aqueles que haviam se tornado a minha segunda família. Saí da TV certa de que estava pronta para o que viesse. Me senti forte e preparada, mas acima de tudo feliz por ter tido a oportunidade de realizar tudo aquilo que me foi proposto no estágio.
Um pouco mais de um mês depois da minha saída, recebi uma ligação da TV. Havia uma vaga na produção do É do Pará e eles gostariam de me testar para o cargo. Eu me senti realizada e reconhecida. Minha experiência de estágio não havia sido em vão. Só pude agradecer a Deus por ter vivido tantas experiências maravilhosas.
Hoje sou funcionária da empresa novamente e a cada dia surge um novo aprendizado. Atualmente, o programa É do Pará é produzido em paralelo ao Liberal Comunidade, pela mesma equipe. Para isso, temos dois estagiários que ajudam com muita competência na produção dos programas.
Toda vez que eles duvidam de sua capacidade, eu sorrio por dentro. Já passei por isso e posso dizer, que por estar participando desse programa de estágio da TV Liberal, as coisas vão dar certo pra eles também. Depois do Pró-Tv saímos prontos para qualquer desafio profissional.
Carol Amorim- produtora do É do Pará |
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15/04/2013 às 14h30
Estudo mostra que cada página da Folha traz duas informações incorretas; só 3% dos erros são corrigidos
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Não era Leonardo Medeiros, era Leonardo Moreira. Cesar Maia nunca foi governador do Rio. O investimento para a Expo-2020 é de R$ 24 bilhões, e não de R$ 24 milhões. O parque Ibirapuera é cem vezes maior do que se disse.
Quem lê a Folha está habituado a encontrar correções como essas, publicadas nas últimas semanas. Diariamente, saem três ou quatro "erramos", ao pé do "Painel do Leitor", mas, sabemos bem, isso é apenas a ponta do iceberg. Para descobrir o tamanho da montanha diária de erros, a Folha reuniu uma equipe que refez a apuração de todos os textos publicados em três edições do ano passado.
Os jornalistas conversaram com entrevistados, consultaram dados de sites oficiais, revisaram traduções, refizeram contas e até assistiram a partidas de futebol para conferir as descrições em "Esporte".
Como o foco eram os erros de informação, foram ignorados os problemas de português e de padronização. Resultado: a Folha publica 99 informações erradas por edição. Dá, em média, dois erros por página editorial (sem anúncio).
Por ser trabalhoso e caro, o estudo, apelidado internamente de "autópsia de uma edição", só havia sido feito uma vez, entre 1997 e 1998. Naquela época, foram encontrados 105 erros por edição.
Em 15 anos, pouca coisa mudou. Uma queda de 6% não é motivo de comemoração, já que hoje, com a internet, é mais fácil checar dados.
A maior parcela dos erros, no passado e agora, está nos "serviços": roteiro de cinema, programação de TV, preços de passagem aérea etc. É o que mais irrita o leitor, porque o faz perder tempo.
Na quinta-feira passada, quem consultou o "Acontece" e tentou ligar para o Cine Segall ouviu uma gravação avisando que o número mudou. Quem foi ao cinema no Shopping JK Iguatemi pagou pelo ingresso mais do que estava no jornal.
Uma checagem mais rígida diminuiria esses erros, mas parte da responsabilidade pelas informações desatualizadas é dos próprios cinemas, que mudam a programação depois que as edições da "Ilustrada" e do "Guia" estão concluídas.
Grafia de nomes, confusão entre números e problemas de edição são outros mananciais de erros que poderiam ser combatidos com apuração e revisão mais cuidadosas.
Cabe ao jornal estabelecer metas de diminuição de erros, mas não adianta sonhar com o "erro zero", porque a quantidade de informação publicada é enorme. Uma edição de quarta-feira da Folha tem praticamente o mesmo número de caracteres que "Os Lusíadas". Aos domingos, a Redação produz 30% a mais que a obra de Luís de Camões.
Se não há perfeição, a transparência na correção é a garantia de qualidade do produto. O estudo mostra que, em média, os "erramos" correspondem a apenas 3% dos erros cometidos.
É preciso estimular os leitores e as fontes de informação a apontar incorreções e, assim que forem detectadas, corrigi-las sem eufemismo. Dos grandes órgãos de comunicação do país, a Folha é o que mais se corrige, o que é sinal de saúde, não de doença. Como notou Arthur Brisbane, ex-ombudsman do "New York Times", "por mais paradoxal que pareça, quanto mais correções você vir no jornal, melhor".
Texto retirado da Folha de São Paulo Ombudsman
SUZANA SINGER ombudsman@uol.com.br @folha_ombudsman |
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01/04/2013 às 14h37
Pode isso Arnaldo?
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O marido chega e pergunta:
- E ai, como foi seu dia? Eu digo:
- Péssimo! Muito estressante. Um caos. Mas foi legal.
- Hã, como assim? “Pode isso Arnaldo?” Na verdade essa mistura maluca de emoções boas e ruins não tem como ser arrancada da gente que faz jornalismo televisivo. E num jornal hard como o JL 1ª edição o que já é caótico pode ficar pior. Acredite. Não conseguiu imaginar o significado de caótico? Vou tentar te ajudar.
Hoje, por exemplo, foi um desses dias que resumem bem a palavra ‘caótico’. Você percebe, meia hora antes do jornal entrar no ar, que o sinal do seu link de vivo pode cair e você ainda não tem um plano B, que as matérias que vêm da rua com os factuais da manhã atrasaram por algum motivo, e quando a vinheta do jornal já está rodando e você percebe que só tem 30 segundos para terminar a escalada? São segundos de pura emoção. Pensa que acabou por ai? Nananinanão. No intervalo do terceiro bloco uma queda brusca de energia desliga todos os equipamentos da mesa de exibição.
Você deve estar se perguntando: e ai, o que fazer numa hora dessas? Na verdade eu queria sentar e chorar ou então pegar minha bolsa e sair correndo. Mas eu fiquei com a terceira opção, respirar fundo e pensar numa alternativa de consertar o estrago. Para quem não sabe, quando o sinal da emissora sai do ar (é raro, mas acontece) dentro de um telejornal o tempo de produção certamente vai cair, ou seja, você tem só alguns minutos para enxugar o espelho e deixar apenas os assuntos mais importantes que vão caber dentro do tempo que a programação da emissora vai dar para você. No caso de hoje, tive exatos 8 minutos para decidir o que ficaria e o que sairia. No final deu tudo certo, a ficha subiu e todos respiramos aliviados.
Assustei você, né? Depois de toda essa introdução você deve estar imaginando se existe alguma coisa boa no jornalismo televiso. Na verdade, tudo isso que acabei de descrever é péssimo, muito estressante, um caos mas é legal. E se você escolher o jornalismo televisivo depois de um tempo não vai saber viver sem essa adrenalina.
Mônica Maia - editora-chefe do JL1 |
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25/03/2013 às 14h32
Uma entrevista, uma oportunidade!
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Há uma mística que circunda esse momento tão importante na vida de qualquer profissional. Divisora de águas, uma entrevista de emprego pode ser tanto o passo decisivo para o emprego tão sonhado, como também um momento traumático de que se busca esquecer. Sem dúvida nenhuma uma entrevista sela um destino, mas o que pouca gente consegue avaliar é que o que você faz bem antes é o que é realmente importante. Não há mágica, há preparação e comprometimento com a profissão que escolheu.
O que influencia diretamente na sua empregabilidade é o quanto você se torna atraente para o mercado de trabalho. É a sua formação como pessoa, os cursos e experiências profissionais que adquiriu até então. Nesse sentido, não há segredo a ser desvelado, nem padrões de comportamento que vão garantir aprovação. Quando uma empresa precisa contratar, normalmente tem como referência o perfil do cargo em questão durante toda e qualquer fase de seleção, incluindo a entrevista. Neste perfil constam todas as habilidades técnicas e comportamentais necessárias para que o ocupante do cargo atue de maneira satisfatória, e ainda sofre influencia da cultura da empresa, através de seus valores, missão, visão, perfil de liderança, etc.
Em outras palavras, cada perfil de cargo é específico, é relativo. O perfil de repórter de televisão, por exemplo, tende a ser diferente em alguns aspectos, dependendo da emissora tomada como referência. E o processo seletivo é sempre um processo de comparação entre as informações colhidas de cada candidato, inclusive em entrevista de emprego que é apenas uma fase, e o perfil que o cargo exige. Por isso, não acredito em coisas como “saiba o que fazer para ser aprovado em uma entrevista de emprego”.Acredito em dicas de comportamento que podem contribuir para que você deixe uma boa impressão que, mesmo se não for aprovado, pode fazer com que seja lembrado em outras oportunidades. No mais, seja verdadeiro.
Então, a primeira dica é que você seja sempre você mesmo, seja franco ao responder as perguntas, não tente assumir um personagem. Quem costuma entrevistar consegue saber, dependendo da situação, se você está sendo honesto ao falar de algo. Mesmo que tenha sucesso no seu intento de se mostrar de maneira diferente do que é, dificilmente você conseguirá manter isso ao longo do tempo. Se você afirma que conhece muito bem ou que tem experiência em alguma atividade será cobrado depois e precisará mostrar na prática.
Pode e deve, por exemplo, falar de seus erros e fracassos. Porém fale de forma positiva, dando mais ênfase ao que aprendeu com eles e ao amadurecimento que conquistou. Mas claro, mencione mais ainda seus acertos e a tudo o que tem de melhor. Se na soma de suas qualidades e aprendizados você for o que a empresa está buscando, ótimo. Se não for, continue buscando. Lembre também que em uma entrevista de seleção você deve avaliar a empresa em questão, busque conhecer não apenas informações salariais e benefícios, mas também sobre sua cultura, plano de carreira e até a colocação dela no mercado. Num processo seletivo você também avalia se quer trabalhar na empresa em questão.
Agora vamos às dicas mais práticas e menos filosóficas. Sua entrevista começa com a confecção do currículo. Lembre sempre que o currículo é um documento formal através do qual você mostra um pouco de você e suas qualificações profissionais. Nele, seja objetivo e não detalhista para que não passe de duas páginas e também para que deixe espaço para se mostrar na entrevista. Dependendo da área, vale bastante apresentar junto com o currículo um portfólio, que nada mais é que trabalhos que você já fez e que servem para a empresa avaliar. Por exemplo, se for locutor, anexe mídia com seus áudios, se for repórter de televisão, mídia com matérias e afins.
Quando uma empresa o chama para entrevista de seleção é porque no seu currículo você já deu indícios de que pode ocupar a vaga em questão, ou seja, você tem os requisitos mínimos para o cargo. Para muitas empresas a entrevista começa no contato telefônico que a precede, por isso, seja cordial e atencioso. Se achar necessário, não há problema algum em pedir um tempo para pegar caneta e papel para anotar dia, hora, quem procurar e endereço. Tente também mostrar algum interesse, se você não conhece a empresa, pergunte se ela tem endereço eletrônico. A maioria das empresas possui e nele você obtém informações importantes, além de que se prepara melhor para o momento da entrevista, conhecendo o lugar onde poderá atuar.
Mas você foi convocado, com dia e hora marcada. Será que é bom chegar cedo? E se chegar tarde? Bem, chegar cedo é sempre recomendado para que você fique mais relaxado, mas não mais do que, em média, trinta minutos antes, porque mais do que isso pode indicar ansiedade de sua parte e também não é necessário. Já atrasos, estes não são bem vistos e podem depor contra você sim e por motivos óbvios. Entretanto há exceções e o entrevistador sabe que imprevistos acontecem, sobretudo os climáticos e rodoviários da nossa região, ou até mesmo de saúde, enfim, mas tente avisar o entrevistador. Dependendo da situação peça para remarcar a entrevista, explicando a dificuldade em que se encontra. Lembre-se, a empresa tem interesse em conhecer você. Agora uma dica importante, se por qualquer motivo você não tiver mais interesse na vaga, informe ao entrevistador que está declinando do processo. Não é agradável deixar a empresa sem um retorno seu, da mesma forma como você quer um retorno sobre sua aprovação.
Quando estiver frente a frente com o entrevistador, coloque em prática a velha e boa educação. Uma entrevista é um encontro formal e, no mínimo, se espera do candidato cortesia e cordialidade. Evite exageros como abraço e beijo no rosto ou outras intimidades. Normalmente você será direcionado para uma sala reservada e o entrevistador irá lhe pedir que sente em algum lugar. Neste momento, se levou bolsa ou mochila, deixe em uma cadeira ao lado ou no próprio colo, mas nunca sobre a mesa do interlocutor. Sente-se de forma confortável e formal.Atenção: mascar chiclete, falta de higiene com as unhas, hálito ruim, barbas por fazer, são notados e depõem contra você. Higiene pessoal e cuidados com a saúde são fundamentais em qualquer situação, principalmente quando se busca um emprego.
De uma maneira geral, o candidato deve mostrar sobriedade nas suas atitudes. Então, a maquiagem não deve conter excessos e a roupa escolhida deve ser formal e discreta, com preferência para cores escuras. Evite, sob qualquer hipótese, usar saias curtas, decotes (mulheres) ou chapéu, camiseta e bermuda (homens). Dependendo do cargo, roupas sociais caem sempre bem para um momento como esse. Se você infelizmente é fumante, é claro que não fica bem fumar nem durante e nem antes da entrevista. Também desligue o celular durante o contato para não ser interrompido com alguma ligação inesperada.
No mais, fique atento ao entrevistador e suas orientações. Tente relaxar e confiar em você. Lembre que se você está ali é porque desperta interesse na empresa. Ao começar a falar de você, suas experiências, conhecimentos e opiniões, faça evitando gírias, vícios de linguagem e demais erros de português. Seja na linguagem falada ou escrita, erros tendem a sumariamente reprovar você num processo seletivo ou numa entrevista de emprego.
Ao final da entrevista, jamais peça para ser aprovado ou para que a vaga seja sua. O entrevistador pode compreender suas necessidades, mas não poderá tomar decisões em função de quem precisa mais ou menos da vaga; como disse no início, a referência é o perfil do cargo.
Se você ainda não possui experiências profissionais, mencione outros trabalhos realizados, seja os de faculdade, de experiências curtas ou trabalhos como voluntário. Se você é introvertido isso pode trazer dificuldades na sua entrevista de emprego, sobretudo se o cargo exige habilidade para se comunicar, além de dificultar que você diga e mostra tudo que sabe. Mas você pode aos poucos se tornar mais seguro e expansivo através de atividades que exijam exposição e nas quais possa enfrentar seus medos, tais como teatro e cursos de comunicação, ou apoio profissional em psicoterapia individual ou de grupo são de fundamental ajuda.
Use as redes sociais com responsabilidade. Atualmente é grande o número de empresas que usa a análise de perfil das redes sociais como critério de seleção, seja antes ou depois da entrevista de emprego.Seu perfil é seu espaço, mas suas opiniões e formas de se comportar nas redes sociais são avaliadas quando uma empresa quer saber se você tem o perfil para fazer parte de seu quadro de funcionários.
Por fim, espero que estas informações ajudem a desmistificar a tão temida entrevista de emprego, de forma que possa estar mais bem preparado para se mostrar com transparência e deixar boas impressões. A forma como você conduziu sua vida até então e em que tipo de pessoa e profissional você se tornou tem muita importância para uma entrevista, por isso aprenda com seus erros, amadureça e seja sempre o melhor que puder, pois assim seus objetivos e sonhos começam a acontecer naturalmente.
Sucesso nos próximos desafios!
Rodrigo Vieira Psicólogo Coordenador de R e S / Área de RH Rede Liberal Ltda |
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Criado na década de 90 o PRO-TV tem o objetivo de complementar a formação acadêmica de estudantes. Por meio do contato entre profissionais e alunos, o principal desafio é equilibrar os experimentos e a prática diária encurtando o caminho entre a universidade e o mercado de trabalho.
Através do estágio rotativo, os participantes do PRO-TV conhecem os bastidores da notícia feito pela Rede Liberal de Televisão. A experiência permite a possibilidade de adquirir uma visão do jornalismo praticado pelos profissionais da empresa.
O programa é voltado a estudantes que cursam a partir do segundo semestre do curso de Jornalismo, com facilidade para o trabalho em equipe e interesse em aprender como desenvolver as habilidades profissionais e pessoais no ambiente de trabalho. |
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A nova coordenadora do Pró-TV é a jornalista Alessandra Barreto. Formada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), trabalha no jornalismo desde 1996. Tem experiência com impresso, rádio, TV e assessoria de imprensa. Desde 1999 integra a equipe de jornalista da TV Liberal. Já passou pelas editorias do Bom Dia Pará, Jornal Liberal 1ª edição. Há cinco anos exerce a função de editora do Núcleo de Rede. Agora o desafio é compartilhar sua experiência com a equipe de estagiários da emissora.
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