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CONFIRA: As promoções do Portal
02/02/2012 às 15h16
Eles e a imprensa

Após a ditadura, houve a substituição, na classe política, do interesse público pelos interesses pessoais. A imprensa e a depreciação dos políticos na opinião pública, em âmbito mundial, estão conjugadas em uma nova tese formulada para explicar o objetivo da primeira e a causa da segunda.


Mas tamanha novidade passou despercebida, por força da exclusão feita pelos meios de comunicação brasileiros, no seu noticiário, do Fórum Mundial Temático de Porto Alegre, sufocado em jornais, TV e rádios pelas atenções dadas ao sempre inconsequente 'fórum econômico' de especuladores e bilionários internacionais, em Davos, Suíça.


A tese é do ex-ministro da Justiça e hoje governador gaúcho Tarso Genro. Já conhecido também em sua produção intelectual, pelos que conseguiram desembaraçar seus artigos e declarações ministeriais aprofundadas ao nível do pré-sal.

 

O primeiro pilar da tese é a conclusão de que existe 'uma orquestração mundial da imprensa'. Constatação verdadeira, mas imprecisa. Se considerarmos só o Ocidente, para não complicar como Tarso Genro talvez preferisse, são muitas, e não uma, as orquestrações mundiais da imprensa.

 

O que, pode-se dizer à margem da tese, explica muito da igualdade dos jornais e telejornais, na seleção e no tratamento dos temas. Na essência, os interesses próprios são os mesmos e os interesses intermediados pela imprensa só diferem em razão de circunstâncias estreitas e passageiras. A regra geral da orientação é o capitalismo. Ponto.

 

O segundo pilar está na ideia de que 'a orquestração' é 'contra a classe política' e 'tem um interesse: é a despolitização e a despartidarização na democracia'.


Se, no Ocidente, tomarmos só o caso do Brasil, que é a óbvia fonte da tese, pode-se admitir a despolitização e a despartidarização como verdadeiras. Mas no sentido oposto ao que Tarso Genro vê ou quer que seja visto.

 

Do fim da ditadura aos primeiros anos depois da Constituinte, em 1988, a população mobilizou-se politicamente em todos os níveis sociais e quadrantes geográficos. Foi um estupendo capital político -em dimensão, em aspirações e em envolvimento- entregue à classe política.


O processo que se desenvolveu desde então foi a substituição, na classe política, do interesse público pelos interesses pessoais. Com o necessário e crescente abandono dos escrúpulos políticos, pessoais e, vá lá, partidários.
Os escândalos de corrupção que se sucedem dia a dia são a face, ou uma parte dela, do que a classe política fez e faz de si mesma. A imprensa não produz escândalo: usa-o. Capitalisticamente.


A despolitização e a despartidarização vistas por Tarso Genro são produtos da despolitização e da despartidarização da classe política, no processo de desfazer-se de todas as noções de compromisso, de coerência, de representação e de decência. Partidária inclusive, com a descaraterização dos partidos pelas alianças quaisquer e as traições pós-eleitorais ao eleitorado.


Tarso Genro poderia até perceber que, não houvesse dilapidado por interesses inescrupulosos o capital político recebido, a classe política teria condições de colaborar para termos meios de comunicação mais ao seu agrado. E, ainda que por outros motivos, ao de todos, parece.


Por Janio de Freitas/Folha de São Paulo

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30/01/2012 às 15h17
A importância do estágio

Estamos cansados de saber que estágio é a oportunidade dos alunos viverem na prática o que estão aprendendo na teoria, além de que ele possibilita uma ajuda na renda familiar, mas o que de fato um bom estágio pode trazer de benefícios para aqueles que estão em formação acadêmica e pessoal?


 
Posso citar muitas contribuições e pontos positivos, mas o mais importante é o aprendizado adquirido, é a experiência da convivência, são os contatos, as pessoas que esta situação permite conhecer.


 
O estágio é o momento do aprendizado, nele se pode errar, pois se entende que o individuo está em formação, está em aprendizado. Já em um emprego efetivo, os erros deverão ser evitados, pois normalmente eles acarretam outras situações mais difíceis.


 
Isso não quer dizer que estagiário não tem dever e obrigações, muito pelo contrário, ele está em avaliação e observação o tempo todo. Existem regras que eles precisarão cumprir e responsabilidades exigidas dele.


 
O estágio possibilita um amadurecimento profissional completo, tanto no que tange a conhecimentos técnicos específicos da área de formação quanto a atitudes e comportamentos.


 
Saber se comportar e se adaptar a cultura de uma organização muitas vezes não é fácil, requer tempo e habilidade, a experiência do estágio vai facilitar esta adaptação e adequação em outras organizações e experiências futuras, uma vez adquirida esta habilidade dificilmente uma nova experiência profissional vai ser tão difícil e complicada.  
 

Ao receber uma proposta de estágio, o aluno deverá levar em consideração as atividades que ele executará na empresa, pois estas deverão estar de acordo com o curso que está realizando, isto dificultará numa frustração posterior. Conhecer também um pouco a empresa que esta fazendo a proposta facilitará numa avaliação acerca de seus valores, no qual deverão ser compatíveis com as características pessoais do aluno.


 
Também é importante que o aluno observe como se sentiu na entrevista com os colaboradores, isto facilitará na identificação com as pessoas da empresa e conseqüentemente uma melhor convivência no trabalho, essas são as principais observações que o aluno deverá ter antes de iniciar de fato um estágio.


 
Por Aline Barros - psicóloga do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)
 

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26/01/2012 às 13h08
Atrás das câmeras

É parece que o tempo passa muito rápido mesmo. De repente lá se foram dois meses fazendo parte do quadro de estagiários da TV Liberal. Comecei no dia 3 de outubro, já no pique do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Durante dois meses fiquei na ronda, onde temos que apurar todos os fatos que estão ocorrendo na cidade e que, possivelmente, se transformariam em pautas. 

 

Ao final do segundo mês tive minha primeira experiência em externa ao vivo. No dia 1º  de dezembro de 2011 comecei a fazer parte da produção do programa É do Pará, onde trabalhamos com pautas mais elaboradas. Temos tempo de apurar detalhes e se dedicar em um determinado assunto.


 
O programa é totalmente voltado para a diversidade paraense e vem conquistando cada vez mais audiência. Uma vez por mês o programa tem o quadro “É do Pará nos bairros”, que consiste em uma transmissão ao vivo no bairro escolhido.


 
Nesta época o bairro foi a Pedreira, conhecido como bairro do samba e do amor. Logo de cara achei a ideia fantástica. Fiquei pensando que além de fazer um trabalho diferente, poderia conhecer gente e de quebra me divertir, já que as atrações do programa, que eu tinha ajudado a convidar, eram ótimas.


 
Às 08h eu já estava na TV aguardando para sair junto com a equipe. Era um carrega equipamento, água e tudo mais... Enfim, chegamos na Aldeia Amazônica e começamos a montar tudo: mesas para os jurados do concurso “Pé de Valsa”, isopor com água para a equipe e por final começamos a reunir os convidados.


 
Uma das convidadas era Dona Help, uma senhora muito simpática e animada. Fomos na casa dela, que é lá perto, para buscá-la. Era pra ser uma das juradas. Mesa de jurados pronta, sambistas com samba no pé, cinegrafista no ponto e a apresentadora, Amanda Pereira, só esperando a hora do Ok. Eu fiquei produzindo a Amanda, atrás das câmeras. Ia passando o script ( roteiro do programa completo) com os blocos do É do Pará.


 
Quando estamos atrás das câmeras é bem diferente do que vemos na TV. Por exemplo, a apresentadora abre o programa, chama uma atração e depois a matéria. Enquanto isso a gente fica no aguardo de uma nova entrada da apresentadora, mas na TV não fica aparecendo o tempo todo o rosto dela e vendo se está tudo dando certo!. 


 
No ar, o telespectador ver as matérias que tomam grande parte do programa.
A atração principal era a bateria da escola de samba Império Pedreirense. Durante o programa foram feitas homenagens ao bairro pela tradição. Outro destaque foi o tacacá mais famoso do bairro, que atrai milhares de pessoas por mês.
 


Chegou então, a hora do concurso “Pé de Valsa”... Na disputa estavam duas passistas da escola de samba e mais um dos integrantes do grupo. Após as apresentações foi anunciado a vencedora, uma das mulatas, que fez por merecer o prêmio.


 
É chegada a hora da despedida. Equipe se prepara para o final do programa. Os dois cinegrafistas se posicionam, eu atento à apresentadora para que nada dê errado e a outra produtora na coordenação com a editora-chefe. A finalização do programa foi mostrada com muito samba e festa. Como dizem as minhas colegas de redação:  “o Murilo sambou mais que o pessoal da escola de samba”. E era verdade. Não dava pra conter o sentimento de satisfação de uma missão cumprida. E esta foi a minha primeira experiência em externa na produção do programa É do Pará.  

 

Adorei a experiência e vou continuar batalhando para novas oportunidades na externa. 


 
Por Murilo Moura - estagiário do 'É do Pará'

 

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16/01/2012 às 15h42
A tentação dos números

Em excesso e sem a devida contextualização, cifras enchem o noticiário e não fazem sentido para os leitores

 

Vale a pena ler o artigo publicado na Folha sobre a pressão jornalística pelos dados numéricos em uma reportagem. Leiam com atenção! 


 
No impreciso e subjetivo mundo em que se move o jornalismo, números são tentadores. Eles conferem uma aura de cientificidade, passam a impressão de que aquela reportagem diz a verdade, que não se baseia em declarações ou opiniões. As cifras se espalham pela Folha, muitas vezes, maltratadas. Na segunda-feira passada, a manchete dizia: 'PF apurou desvios de R$ 3,2 bilhões em 2011'. O título interno informava que era um recorde. O leitor entendeu que o ano passado foi marcado pela corrupção, mas não era isso. O montante inclui somas descobertas em investigações anteriores, isto é, a malversação pode ter acontecido em 2010, 2009... Esse detalhe está perdido no texto, sem destaque. No dia seguinte ao Natal, outra manchete brandia um número cheio de zeros: 'País perde R$ 15 bi com acidentes em estradas neste ano'. A reportagem principal, de apenas 14 parágrafos, tinha 15 dados. A explicação sobre como os especialistas calculam o prejuízo com as vítimas do trânsito (os gastos no atendimento e quanto a pessoa deixa de produzir) ficou socada em poucas linhas, incompreensível. Para evitar 'pecados matemáticos', a Folha poderia adotar alguns mandamentos:


 
 1. NÃO DIVULGARÁS NÚMEROS SEM CONTEXTUALIZÁ-LOS


É impossível saber se 'os 308 consultórios de rua para tratar dependentes de crack no Brasil', a serem criados pelo governo federal, são suficientes se o jornal não informa quantos são os viciados e quantos postos desse tipo o país tem (8/12). Da mesma forma, não faz sentido relatar que, com a crise na Europa, 'saíram 76,4 mil pessoas' da Irlanda, sem citar a população total do país (26/11).


 
2. NÃO REPETIRÁS NÚMEROS SEM QUESTIONÁ-LOS


Alguns dados, de tão repisados, ganham ares de verdade. Em maio, o Twitter anunciou ter chegado aos 139 milhões de usuários e virou praxe falar dos 'mais de 100 milhões de tuiteiros no mundo'. No último dia 10, uma coluna da 'Ilustrada' citava artigo da 'New York' que lançava dúvidas sobre esse dado. Descontadas as contas inativas e duplicadas, seriam 50 milhões em todo o planeta. Não adiantou. Cinco dias depois, a Folha voltava aos '100 milhões' de usuários do Twitter.


 
3. DUVIDARÁS DAS FONTES


É um erro engolir estatísticas sem olhar onde elas nasceram. No último dia 14, uma reportagem sobre investimentos de sites de empregos informava que quase um terço dos internautas no Brasil acessam páginas de recrutamento. Quem calculou isso? Uma consultoria. Com que metodologia e a pedido de quem? Não sabemos.


 
4. NÃO TE PRECIPITARÁS


Bastou uma segunda-feira de audiência menor para que a seção 'Outro Canal' concluísse que a apresentadora Patrícia Poeta fez mal ao 'Jornal Nacional'. A coluna do último dia 14 começava perguntando ao leitor se 'já bateu saudade de Fátima Bernardes' e contava que o telejornal tinha registrado sua pior segunda-feira no ano. Para constatar uma tendência, é preciso esperar, não adianta sacar uma conclusão com base no número mais recente.


 
5. SERÁS COMEDIDO


Por incompreensão ou falta de cuidado, recheia-se o noticiário com tanto número que ele se torna indigesto. Talvez o mandamento mais importante seja resistir à tentação e fazer uma dieta de números. Início de ano novo é um bom momento para isso.


 
Fonte: Ombudsman SUZANA SINGER - ombudsman@uol.com.br - @folha_ombudsman

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11/01/2012 às 14h54
Uma questão de tempo e perseverança!

 


É com muito carinho que vou escrever esse texto. Na verdade quero compartilhar um grande aprendizado com todos vocês. A máxima de que não se pode ter pré-conceitos é real de fato e pude constatar isso na pele.


 
Quando minha supervisora de estágio, Alessandra Barreto, me comunicou que eu iria para a editoria do Globo Esporte foi um baque. Sério! Imaginem só a cena: Sexta feira, mais um dia corrido na redação, mas era uma correria gostosa, daquelas que a gente nem sente passar. Ainda mais pela chegada do final de semana. Tudo maravilhoso... até ouvir de longe a voz da minha supervisora. “ Mari você vai para a produção do GE, de manhã”. Ela alegremente me disse : “É a única editoria que você ainda não passou e você precisa conhecer de tudo em uma redação”. O pior de tudo: a Alê, como é carinhosamente chamada,  tascou um sorrisão no rosto como se estivesse tudo lindo. Meu Deus! Não estava tudo lindo.


 
Devo admitir que naquele momento uma tristeza profunda se abateu sobre mim. Uma lágrima caiu e mostrou pra todo mundo que a bobona aqui estava com medo. Que vergonha Deus! Gente, eu realmente estava com medo de algo novo, de uma editoria que nunca sequer pensei em fazer parte, principalmente pra mim que sempre fiz ballet e nunca nem sonhei em entender de futebol!


 
A vida de fato é engraçada e o pré-conceito provoca sofrimento desnecessários.  Neste mesmo dia muitos colegas vieram me ajudar a superar o susto do comunicado: A Arc, editora do É do Pará e uma mãezona foi clara:  “Mariana! Engolhe esse choro! Deixa de besteira, você vai gostar do Nestor. Ele assusta, mas lembre-se que ele é grande mas não é dois”. Lu, minha ex companheira de editoria também veio com as palavras mais belas do mundo “Ô Mari, não fica assim.. tu vais ver que no final vai dar tudo certo...”.


 
Tenho que confessar que foi um final de semana sofrido. Mas já que não tinha outra escolha e queria encarar de frente a nova editoria resolvi estudar e estudar muito sobre esporte. Li os cadernos de Esporte de uma semana inteira, fui para internet e digitava “aprendendo sobre futebol”, “regras básicas de esporte”, “o esporte no Pará”. Tudo pra entrar na redação fingindo não ser tão zerada no assunto. Não consegui, ok, mas valeu o esforço.


 
Na segunda-feira me resignei a fazer o meu melhor. Lembro da minha primeira demanda do dia: “Companheira, liga para o Paysandu e vê se vai ter treino hoje”. Esse foi o pedido do Nestor, editor chefe do GE. Comecei a suar, mas me virei nos 30. Joguei na agenda o nome “paysandu” e veio o telefone da curuzu. Liguei e logo me interrogaram: “você quer falar com quem heim?”. Como assim...com quem eu quero falar? Eu não sei com quem eu quero falar. Eu quero saber se hoje tem treino, nada mais, pensei. “Eeerrr, eu quero saber se hoje vai ter treino”, falei.


 
Do outro lado da linha, na Curuzu, o atendente me respondeu grosseiramente que iria ter o treino e desligou o telefone. Olhei pro chefinho com cara de muito esperta e de quem já sabia tudo e prontamente falei “Nestor, vai ter treino sim”. A pergunta que veio logo em seguida me demonstrou que a apuração é premissa fundamental até mesmo para a  editoria de esporte. Nestor me perguntou:  “Que tipo de treino vai ser? Vai ser aonde? De manhã ou a tarde?”

 

Putz, não estudei essa parte. Existem quantos tipos de treinos?
Apurei melhor e conseguir responder a todos os questionamentos do chefinho. Ufa... um dia vencido!


 
Na minha primeira externa fui para o treino do Papão. Só para constar... perdi um sapato. Acreditem! Fui para um campo de futebol com um sapato preto, alto, todo aveludado, lindo, que logo foi tomado pela lama. E esse foi o meu segundo aprendizado.


 
Fica uma valiosa lição. Apesar de ter estudado um final de semana para essa editoria, descobri que o aprendizado vem junto com a prática. E com a vontade de querer fazer e se dedicar mudei minha maneira de ver o esporte. Comecei a perceber que as pessoas na editoria do esporte são diferentes, agem diferentes e pensam diferente. Esse novo mundo me ajudou a melhorar não só profissionalmente, mas também  como pessoa. Nunca podemos julgar sem antes conhecer. É o famigerado pré-conceito, um conceito prévio de algo que você não conhece.


Mesmo diante das dificuldades seja no conteúdo, consegui aprender a lidar com as pessoas que vivem o esporte na alma, principalmente meu chefinho Nestor. Imaginem só um homem enorme, quase 2 metros de altura, forte, alguns iam dizer gordo... mas tudo bem... vou no forte, que se estressa por tudo e que carrega nas costa a responsabilidade de reportar o Esporte no Pará diariamente. Acho que no mínimo posso chamá-lo de estressado.


 
Foi difícil, mas é com toda a sinceridade que posso afirmar que valeu a perseverança, a dedicação e a vontade de aprender que tive. O GE é  o lugar onde cada um tem a personalidade mais forte que o outro. São geniosos e lutam muito pelas suas idéias. Hoje eu adoro essa editoria. Gosto de cada um dos profissionais: Nestor, Rafa, Laurent, Trisha, Breno e Danilo.


 
Com esse aprendizado já consigo até falar mal do Paysandu, do Remo, da Tuna. Entendo as posições dos jogadores, sei o nome dos presidentes e de toda a comissão técnica. E pra quem faz Ballet desde os 4 anos de idade, nunca fez nenhum esporte e só sabia o que era “gol”, isso é uma vitória!


 
Com certeza, há dois meses atrás eu era uma pessoa diferente do que sou hoje. Vesti a camisa, ninguém fala mal dos meus companheiros perto de mim, nem do chefinho. Defendo, brigo e repito que sou a prova viva de que nada no mundo é incompatível, mas tudo é adaptável, basta ter compromisso e perseverança!


 
Por Mariana Malato - Estagiária do GE

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03/01/2012 às 12h31
A síndrome do 'já demos isso'

Vale ler o artigo que saiu na Folha e repensar as abordagens que podem ser dadas para assuntos que 'já demos'.
Uma boa leitura na redação.

 

A síndrome do 'já demos isso'

 

Folha noticia mal previsão sobre o PIB brasileiro, porque 'a
informação foi publicada há dois meses' 'Nós já demos isso.' Quem trabalha na chefia de uma Redação ouve essa frase centenas de vezes. É a resposta clássica dada por quem é cobrado por algum furo (informação publicada na concorrência).

 

Nas reuniões de pauta, acontece mais ou menos assim:


Chefia: Por que não publicamos uma crítica do filme X, que estreou?
Editor: Nós já demos isso.
Chefia: Quando?
Editor: Há dois meses, quando o filme foi lançado nos EUA.
ou Chefia: O concorrente trouxe que o ministro Fulano recebe aposentadorias indevidas. Ele pode cair.
Editor: Nós já demos isso.
Chefia: Não me lembro...
Editor: Saiu quando ele foi nomeado, no início do governo. Mando um
link da matéria para você.


Os diálogos não são pura ficção. As Redações funcionam, em alguns momentos, como espaçonaves em órbita, com lógica própria, descoladas da realidade.


O que adianta publicar, antes de todo mundo, a crítica de um longa e não dizer nada quando ele passa no cinema do shopping? Quem se lembra da trigésima denúncia de corrupção, a não ser quando o político está sob fogo cerrado?


A síndrome do 'já demos isso' baixou na Folha outra vez na terça-feira passada. O jornal noticiou mal a previsão de que o Brasil vá se tornar, neste ano, a sexta economia mundial, passando o Reino Unido. A única reportagem falava mais da repercussão do estudo do que dele propriamente, sem nem um quadro com o ranking dos PIBs.


A justificativa: 'já demos isso'. De fato, em outubro, a Folha publicou projeções do próprio FMI que apontavam a possibilidade de os brasileiros ultrapassarem os britânicos. Os dados saíram no mesmo domingo em que o ex-presidente Lula anunciou estar com câncer e não tiveram repercussão -só 'The Telegraph' recuperou a informação.


O levantamento atual, noticiado pelo 'Guardian', foi recebido com estardalhaço, virou manchete nos concorrentes da Folha, saiu no exterior ('El País', 'Le Monde', 'Financial Times') e motivou uma entrevista do ministro da Fazenda.


Na hora do 'buzz', não faz sentido se calar e apostar que as pessoas vão lembrar-se de uma notícia de dois meses atrás. O leitor da Folha não vive em uma bolha alimentado apenas pelas suas páginas. Ele vê TV, navega na rede e, nos casos importantes, espera que o impresso analise e contextualize o fato.


A Redação não vê erro de avaliação no caso do PIB. 'A notícia era velha, já tínhamos publicado com destaque em outubro. A consultoria britânica chegou à mesma conclusão, sem acrescentar nada ao que o jornal já havia dado', diz Ricardo Balthazar, editor de 'Poder'.


Ele acha que o artigo do 'Guardian' só ganhou destaque 'por causa da seca de notícias'. Foi o que Vinicius Torres Freire chamou de 'ninharias midiatizadas' na 'leseira noticiosa de finais de ano'.

Pode até ser, mas ele dedicou duas colunas ao assunto, explicando ao leitor a (ir)relevância de a economia nacional galgar mais um posto. Fez o que se espera do jornal, em vez de ignorar o assunto, porque, afinal, 'já demos isso'.

 

Fonte: OMBUDSMAN SUZANA SINGER - ombudsman@uol.com.br - @folha_ombudsman

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27/12/2011 às 12h36
Um estágio desafiador

Estagiar na TV Liberal por quase um ano foi um sonho. Quando optei por jornalismo, a área escolhida desde sempre foi televisão. Queria saber o funcionamento de uma redação, de produção, de edição e vivenciar a
correria que tanto ouvia falar. E ter a oportunidade de conhecer tudo isso na TV Liberal foi um privilégio.

 

É uma emissora afiliada Rede Globo que realmente treina os estagiários para o mercado, por meio de gravações em estúdio, passagens de vídeo na rua e acompanhamento em externas. E o melhor: com relatórios de
avaliação para que nós mesmos, estagiários, possamos saber da nossa evolução diante das atividades propostas pelo Pró-TV.

 

Na TV liberal, iniciei o estágio na ronda, sempre atrás dos factuais e aprendendo o valor da apuração jornalística. Foi um desafio. Saber lidar com a pressão pela informação 'pra ontem' e, ao mesmo tempo,
aprender que o melhor não é ter a informação mais rápida e sim de forma correta, bem apurada. E até alguns gritos para chamar a atenção da chefia, sempre envolvida com os repórteres, foram necessários e orientados.

 

Ali, conheci a tal correria - e até o frio na barriga de sair com a equipe 'muda' e gravar sonoras. Quero dizer, achei que tivesse conhecido, pois comecei o estágio na produção do Jornal Liberal 2ª edição. O que conhecia por correria teve seu significado ampliado. Embora seja um jornal 'curto' - se comparado aos demais da casa -, a cobrança é inversamente proporcional.

 

O JL 2 me exigiu ritmo nas apurações e poder de síntese muito maiores. Termos técnicos, jargões jornalísticos, aula de editoria, construção de notas, por exemplo, são aprendizagens que o JL 2 me ofereceu, além de ter me ensinado a importância do trabalho em equipe.

 

Participei também de algumas reuniões, feitas sempre após o telejornal. Naquele momento, o diretor de Jornalismo dava aula: parabenizava, geralmente; porém, se preciso fosse, puxava a orelha de todos. E, então, veio mais um ensinamento: saber escutar mais e seguir as orientações de profissionais experientes na área.

 

E chegou o momento que me encheu de alegria: o convite para participar do Núcleo do Círio, ao lado do meu colega de estágio Paulo Garcia. Que responsabilidade! Fiquei tão feliz porque, se for parar para pensar,
eu fazia parte de uma equipe de profissionais que produziu uma das maiores manifestações religiosas do mundo, o Círio de Nazaré, dentro da maior emissora do Pará.

 

Adorei o desafio e o encarei como um incentivo para mostrar o meu trabalho e fazer jus à  atenção dos telespectadores que acompanhariam a nossa cobertura por horas. A audiência e os comentários feitos depois da transmissão soaram aos meus ouvidos como sensação de dever cumprido. Novamente o trabalho em equipe mostrou o valor que tem.

 

Em seguida ao Círio, foi a vez de conhecer um pouco mais da produção. Produzir pautas e, na maioria das vezes, ajudar na produção de um VT. Ali, aprendi onde tudo nasce: criatividade, apuração e compromisso com
a informação. Procurar personagens para ilustrar a matéria também não foi nada fácil, mas me esforcei para conseguir os melhores.

 

Por fim, conheci a produção do Bom Dia Pará. Um pouco dela, devido ao tempo curto de uma semana apenas. Certamente, não foi tempo suficiente para dominar o BDP e seu funcionamento peculiar, mas serviu de muita
aprendizagem. E, por incrível que pareça, é um momento até tranquilo na redação, se ignorarmos os telefonemas incessantes, os quais demonstram a audiência deste telejornal.

 

Hoje, termino o estágio e sigo em busca de novos desafios. Levo tudo o que na TV Liberal souberam compartilhar comigo: princípios jornalísticos, importância das apurações, olhar humano na produção da informação, saber lidar com as pressões do dia a dia e, sobretudo, o valor do trabalho em equipe, pois na emissora senti a formação de uma verdadeira família, construída a partir do convívio.

 

Agradeço a todos, sem exceção: aos meus chefes, colegas de estágio, repórteres, técnicos do vivo, equipe da Copa, da limpeza, da portaria, todos. E sou muito grata, especialmente, pela oportunidade, pelo
conhecimento compartilhado, pelas orientações, pelos 'puxões de orelha', e a cada um que colaborou para o meu crescimento profissional. Obrigada à TV Liberal pela honra de fazer parte desse time.

 

Por Laissa Khayat

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Criado na década de 90 o PRO-TV tem o objetivo de complementar a formação acadêmica de estudantes. Por meio do contato entre profissionais e alunos, o principal desafio é equilibrar os experimentos e a prática diária encurtando o caminho entre a universidade e o mercado de trabalho.

Através do estágio rotativo, os participantes do PRO-TV conhecem os bastidores da notícia feito pela Rede Liberal de Televisão. A experiência permite a possibilidade de adquirir uma visão do jornalismo praticado pelos profissionais da empresa.

O programa é voltado a estudantes que cursam a partir do segundo semestre do curso de Jornalismo, com facilidade para o trabalho em equipe e interesse em aprender como desenvolver as habilidades profissionais e pessoais no ambiente de trabalho.

 

A nova coordenadora do Pró-TV é a jornalista Alessandra Barreto. Formada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), trabalha no jornalismo desde 1996. Tem experiência com impresso, rádio, TV e assessoria de imprensa. Desde 1999 integra a equipe de jornalista da TV Liberal. Já passou pelas editorias do Bom Dia Pará, Jornal Liberal 1ª edição. Há cinco anos exerce a função de editora do Núcleo de Rede. Agora o desafio é compartilhar sua experiência com a equipe de estagiários da emissora.