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16/03/2009 às 12h00
De olho nas mudanças

Há algumas semanas tivemos aqui na redação, por meio de videoconferência, um bate papo com o editor do Jornal Nacional, Renê Astigarraga. O assunto foi edição de texto, mas também tiramos dúvidas nas áreas de produção e reportagem.

Durante o bate-papo surgiram muitos questionamentos. Aí vão alguns deles: será que nossa forma de contar histórias ficou velha? Será que é possível mudar esse formato de reportagem sem chocar o telespectador? E que mudança seria essa?

Como editora de texto, confesso que é meio chato receber todos os dias o mesmo formato de reportagem: off – sonora – passagem de vídeo – off – sonora...

Desde a época de repórter eu já me debatia com isso. Cada reportagem era um desafio. Chegava a passar horas na frente do computador tentando encontrar uma frase que transmitisse bem o que eu queria dizer, tentando não usar frases clichês. Em alguns assuntos é difícil fugir do formato que conhecemos. Já em outras acredito que é possível sim arriscar algo diferente.

E será que é possível mudar o formato de reportagem que conhecemos hoje sem chocar o telespectador? Acho que a saída é tentar ser ousado. Sempre. Mas aos poucos. Uma passagem diferente, uma forma diferente de gravar uma sonora...são iniciativas que pode dar cara nova ao VT. Torná-lo diferente dos outros.

Aí você me pergunta: - É fácil fazer isso?

Não. Não é. Além de pensar na matéria o repórter enfrenta uma série e adversidades na rua. Tem que correr contra o tempo, tem que correr para escrever texto. Não é nada fácil. Aliás, um dos grandes desafios desse profissional é nunca perder o entusiasmo com a reportagem. Pois só o entusiasmo é capaz de dar forças para continuar apostando no material.

Quando vocês forem repórteres é provável que sintam um friozinho na barriga na hora em que seu VT for ao ar com destaque, com uma bela cabeça? Uma maravilha essa sensação. Hoje sinto o mesmo quando vejo uma bela edição no ar, uma bela imagem, quando a matéria que eu editei teve boa repercussão.

Para saber se a reportagem é boa a dica é observar a reação das pessoas no momento em que ela for ao ar. Se ela é comentada, se recebe elogios, se as pessoas demonstram entender o que foi dito esse certamente é um bom caminho.

Outra dica é conversar sempre com os colegas, principalmente com o cinegrafista e com o editor que, junto com o repórter, também são responsáveis por qualquer mudança que ocorra no material. Portanto, vocês que fazem parte da nova geração de profissionais da redação pensem nisso.

Abraço.

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Criado na década de 90 o PRO-TV tem o objetivo de complementar a formação acadêmica de estudantes. Por meio do contato entre profissionais e alunos, o principal desafio é equilibrar os experimentos e a prática diária encurtando o caminho entre a universidade e o mercado de trabalho.

Através do estágio rotativo, os participantes do PRO-TV conhecem os bastidores da notícia feito pela Rede Liberal de Televisão. A experiência permite a possibilidade de adquirir uma visão do jornalismo praticado pelos profissionais da empresa.

O programa é voltado a estudantes que cursam a partir do segundo semestre do curso de Jornalismo, com facilidade para o trabalho em equipe e interesse em aprender como desenvolver as habilidades profissionais e pessoais no ambiente de trabalho.

 
Mônica Maia é a coordenadora do PRO-TV. Ela se dedica ao jornalismo há 8 anos. Durante esse período, adquiriu experiência em televisão, rádio, internet e assessoria de imprensa. O primeiro contato com o meio televisão foi em 1997. Três anos depois integrou a equipe da TV Liberal como editora e produtora do 'Bom Dia Pará'. Em pouco tempo, foi promovida para a reportagem onde permaneceu durante três anos. Atualmente, exerce, também, a função de editora-executiva e atua no Jornal Liberal 1ª Edição.