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Há algumas semanas tivemos aqui na redação, por meio de videoconferência, um bate papo com o editor do Jornal Nacional, Renê Astigarraga. O assunto foi edição de texto, mas também tiramos dúvidas nas áreas de produção e reportagem.
Durante o bate-papo surgiram muitos questionamentos. Aí vão alguns deles: será que nossa forma de contar histórias ficou velha? Será que é possível mudar esse formato de reportagem sem chocar o telespectador? E que mudança seria essa?
Como editora de texto, confesso que é meio chato receber todos os dias o mesmo formato de reportagem: off – sonora – passagem de vídeo – off – sonora...
Desde a época de repórter eu já me debatia com isso. Cada reportagem era um desafio. Chegava a passar horas na frente do computador tentando encontrar uma frase que transmitisse bem o que eu queria dizer, tentando não usar frases clichês. Em alguns assuntos é difícil fugir do formato que conhecemos. Já em outras acredito que é possível sim arriscar algo diferente.
E será que é possível mudar o formato de reportagem que conhecemos hoje sem chocar o telespectador? Acho que a saída é tentar ser ousado. Sempre. Mas aos poucos. Uma passagem diferente, uma forma diferente de gravar uma sonora...são iniciativas que pode dar cara nova ao VT. Torná-lo diferente dos outros.
Aí você me pergunta: - É fácil fazer isso?
Não. Não é. Além de pensar na matéria o repórter enfrenta uma série e adversidades na rua. Tem que correr contra o tempo, tem que correr para escrever texto. Não é nada fácil. Aliás, um dos grandes desafios desse profissional é nunca perder o entusiasmo com a reportagem. Pois só o entusiasmo é capaz de dar forças para continuar apostando no material.
Quando vocês forem repórteres é provável que sintam um friozinho na barriga na hora em que seu VT for ao ar com destaque, com uma bela cabeça? Uma maravilha essa sensação. Hoje sinto o mesmo quando vejo uma bela edição no ar, uma bela imagem, quando a matéria que eu editei teve boa repercussão.
Para saber se a reportagem é boa a dica é observar a reação das pessoas no momento em que ela for ao ar. Se ela é comentada, se recebe elogios, se as pessoas demonstram entender o que foi dito esse certamente é um bom caminho.
Outra dica é conversar sempre com os colegas, principalmente com o cinegrafista e com o editor que, junto com o repórter, também são responsáveis por qualquer mudança que ocorra no material. Portanto, vocês que fazem parte da nova geração de profissionais da redação pensem nisso.
Abraço. |