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CONFIRA: As fotos da galera que circula na night paraense
29/01/2009 às 10h49
Haja segurança!

A presença de cinco presidentes deve mudar a rotina da capital paraense nesta quinta (29). Bom, pelo menos a minha já mudou, a novidade está me custando mais de 10 horas de trabalho diário. Evo Morales (Bolívia); Hugo Chávez (Venezuela); Rafael Correa (Equador); Fernando Lugo (Paraguai) e Luís Inácio Lula da Silva se encontram em Belém para falar sobre a crise mundial entre outros assuntos. Segundo o governo do Estado esta é a primeira vez que Belém recebe cinco chefes de estado de uma só vez. E para garantir a segurança deles um grande esquema de segurança foi montado.

Lula será o último a pisar em solo paraense. Antes do encontro Evo Morales, Hugo Chaves, Rafael Correa e Fernando Lugo terão um encontro com representantes de movimentos sociais no fim da amanhã no ginásio da UEPA, na Almirante Barroso.

A reunião entre os presidentes só acontece à noite, no Hangar, mas sete horas antes o local do evento será fechado e novamente passará pela vistoria de homens da força nacional e até esquadrão anti bombas. Só a partir das cinco da tarde o Hangar será reaberto novamente.

O estacionamento será fechado, apenas os veículos presidenciais e os ônibus que trarão os convidados para o evento vão poder entrar no local. Os presidentes chegarão em cinco comboios.

Quem morar nas redondezas talvez se estresse um pouco com o trânsito, a Av. Brigadeiro Potássio será fechada às 15h. A boa notícia é que na Av. Dr. Freitas o trânsito não será alterado.

A Polícia Militar vai mobilizar 150 PM’s para cada presidente. Isso dá um total de 750 homens. Eles serão responsáveis pela segurança no entorno dos locais por onde os presidentes irão passar e ficar. A segurança do presidente está há cerca de um mês na cidade cuidando dos detalhes da visita. Com uma mudança tão drástica na rotina da cidade nos resta torcer para que toda essa segurança não seja em vão.

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29/01/2009 às 08h47
Bastidores
Olá caros, seguem algumas fotos dos bastidores do Jornal Liberal 1ª edição da última terça-feira (27). Foi uma edição temática sobre o Fórum Social Mundial. Fizemos o jornal todo ao vivo de dois locais: UFPA e Hangar. Deu trabalho, ficamos super nervosos, mas foi muito legal de fazer.

Abraço a todos.

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15/01/2009 às 16h54
Voluntários para o Fórum

Olá pessoal! Já estamos em clima de Fórum Social Mundial. Centenas de autoridades, representantes de organizações, movimentos sociais e povos indígenas estarão na cidade tentando debater como melhorar o mundo. Desde a última terça-feira estou fazendo um levantamento sobre o evento. Por causa disso estou trabalhando dobrado.

Mas vamos falar mais profundamente sobre o assunto na semana que vem. Levantei o tema agora só para alertá-los que a assessoria de imprensa do evento precisa de estudantes de comunicação que queiram ser voluntários na assessoria durante o evento. Quem estiver interessado pode enviar o currículo para a jornalista Kélem Cabral no e-mail: comunicação@fsm2009amazonia.org.br

Será uma boa oportunidade para fazer contatos e conhecer jornalistas da capital e de outros países. Mais de 3 mil profissionais estão inscritos no evento.

 Aproveitem e depois me contem como foi. Até semana que vem!

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14/01/2009 às 15h54
Internauta protesta contra violência

Olá leitores!

O post anterior sobre violência gerou bons comentários. Realmente não sou a única que acha que a violência aumentou nesta cidade. Além das mensagens que vocês me enviaram também recebi muitos e-mails. Um deles é da amiga e mais nova leitora do blog, Thatiana Nakashima, que também está bastante indignada. Decidi, portanto, dividir a angustia dela com vocês. Acompanhem.

DESABAFO

Eu navegava pelo site da ORM, esperando encontrar algum local em que eu pudesse expressar toda minha indignação por esta terrível situação de insegurança que estamos vivendo. Por uma feliz coincidência cliquei para ler esse texto, e era VOCÊ.

Preciso explodir por alguns minutos, não agüento mais essa violência, não agüento mais esse permanente estado de guerra em que vivemos. Em qualquer lugar que eu vou é sempre a mesma angústia e desespero. Para entrar no carro estacionado na rua traço sempre uma estratégia de guerra contra o inimigo (ladrão): Ponho o pé para fora da casa, trabalho, padaria, lojas, etc.; olho para um lado; olho para o outro; olho para o outro lado da rua; se tem um carro parado ao lado do meu, não saio; abaixo; corro; abro carro; tranco a porta; arranco; nunca desço os vidros à noite; depois das 22h não fico parada nos sinais vermelhos; corro; corro... GRAÇAS A DEUS CHEGO EM CASA!

Dia desses, por volta das 19h40, fui ao médico com meu marido e quase tive um infarto de tanto correr com medo para chegar até o carro. Tudo isso porque o médico me contou que na esquina do consultório teve o trágico assalto a farmácia, no qual resultou a morte do Procurador da Prefeitura.

Como se não bastasse tudo isso para provocar esse meu estado de pânico, um novo episódio fez com que eu me sentisse obrigada a tomar alguma atitude, a gritar para que alguém realmente me ouvisse.

Nada mais óbvio que fosse perante a mídia. Meu marido foi mais uma vítima dessa pesada selvageria, pois entraram na empresa dele por volta das 03h da madrugada, renderam e amarraram o vigia;  envenenaram os cachorros; e vasculharam o que puderam dentro do escritório. BASTA!

Não adianta fazermos passeatas silenciosas para cobramos o que nos é de direito. Precisamos fazer tal quais os argentinos ou os gregos. Temos que cobrar com mais veemência as providências do Governo do Estado. Vamos fazer panelaço na porta da casa da Governadora, ou na frente do Palácio do Governo em dias de semana, não nos sábados ou domingos. Precisamos incomodar, temos que buscar apoio de todos aqueles que foram incomodados com essa violência.

No final do ano passado, cerca de 12 mil bandidos receberam o indulto de Natal no Pará. Isso significa que, cerca de 12 mil bandidos vão ficar soltos nas ruas, pois essa ilusão de que vão voltar pra cadeia, não existe.

O Brasil como um todo e os Poderes em gerais são todos sistemas falidos que vivem maquiando as situações para enganar e prejudicar o povo. Esse tal de indulto de Natal é mais uma forma de ludibriar a massa ignorante, já que não se ouve falar com a mesma freqüência de antes sobre a superlotação nas cadeias. Alguém já parou pra pensar que o indulto de Natal é um mecanismo para diminuir a população carcerária e ter condições para receber vários outros presos?

É muito fácil para os Juízes, Desembargadores, Promotores, para a própria Governadora viverem tranqüilamente nessa cidade, já que vivem cercados de seguranças por todos os lados.

Vamos cobrar prestação de contas, temos que ter total conhecimento da aplicação do nosso dinheiro. E a Polícia? A Polícia tem que ser bem remunerada para não sentirmos insegurança maior em tê-los por perto. Quem nunca viveu ou escutou histórias de que a própria polícia sumiu com o produto do crime apreendido, ou que pediu um “agrado” por ter resolvido a ocorrência? O papel da polícia é nos dar segurança de forma ostensiva e preventiva, além de desvendar todos os crimes. Quando isso acontece, não fazem mais do que suas obrigações.

Várias foram as vezes que pensei em sair de Belém, procurar qualquer lugar do mundo para morar e criar meus futuros filho com dignidade humana, mas não posso permitir que me roubem isso também. Acho que quem deve mudar são as autoridades políticas, administrativas e modificar a cara dessa situação. Eu também sou filha dessa cidade, e eu quero continuar morando aqui, mas não aflita, em pânico e tremendo como estou hoje.

Qualquer um está à mercê dessa VIOLÊNCIA, qualquer um.

GRITEM! FALEM! REAJAM! ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.
 
THATIANA NAKASHIMA

 

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12/01/2009 às 13h00
O medo da violência

Todos os dias quando compro os jornais o primeiro caderno que separo é o de polícia. Não sei direito quando isso começou, mas sei que separo com certo receio de que alguém próximo esteja estampado naquelas terríveis manchetes e fotos sangrentas.

 

Acredito que esse medo não seja só meu a julgar pelos crimes terríveis que vemos nas páginas policiais. Bandido que mata policial, civis que matam bandidos. E os tais seqüestros relâmpagos? Difícil não encontrar uma pessoa que tenha sido vítima desse crime. Sempre que estou chegando em casa o coração bate a 100 por hora, com medo de ser a próxima vítima.

 

A polícia acha que é perseguição da imprensa, mas então por que tenho tanto medo de sair de casa? Por que meus amigos, minha família, meus colegas de trabalho sentem o mesmo? Será mesmo que é perseguição?

 

Uma coincidência. Esta semana fui ao shopping e me deparei com um carro blindado em exposição. Será mesmo só impressão de que a cidade está mais violenta ou realmente existe alguma relação?

 

Certamente não para a polícia que na semana passada garantiu em nossos telejornais que a criminalidade está sob controle e que teria inclusive reduzido 18% no ano passado. Não sei de onde tiraram esse número já que aqui na redação todos reclamam de nunca conseguir estatísticas sobre violência. A desculpa da polícia é que elas não existem.

 

A saída é contar os crimes um a um nos boletins de ocorrência das delegacias. Só nas primeiras semanas de janeiro, por exemplo, minha colega de redação e ex-estagiária, Amanda Pereira, contou nas páginas de O Liberal cerca de 20 homicídios. E assim vamos trabalhando os nossos próprios números.

 

Quanto à declaração do delegado Geral de que a criminalidade está controlada em Belém, é difícil acreditar, até porque durante o ano de 2008 nunca foram apresentados números. Enquanto isso, vivemos reféns do medo. Com medo de sair de casa, de ficar até tarde na rua. E torcendo todos os dias para não nos tornarmos a próxima manchete das páginas policiais.

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Criado na década de 90 o PRO-TV tem o objetivo de complementar a formação acadêmica de estudantes. Por meio do contato entre profissionais e alunos, o principal desafio é equilibrar os experimentos e a prática diária encurtando o caminho entre a universidade e o mercado de trabalho.

Através do estágio rotativo, os participantes do PRO-TV conhecem os bastidores da notícia feito pela Rede Liberal de Televisão. A experiência permite a possibilidade de adquirir uma visão do jornalismo praticado pelos profissionais da empresa.

O programa é voltado a estudantes que cursam a partir do segundo semestre do curso de Jornalismo, com facilidade para o trabalho em equipe e interesse em aprender como desenvolver as habilidades profissionais e pessoais no ambiente de trabalho.

 
Mônica Maia é a coordenadora do PRO-TV. Ela se dedica ao jornalismo há 8 anos. Durante esse período, adquiriu experiência em televisão, rádio, internet e assessoria de imprensa. O primeiro contato com o meio televisão foi em 1997. Três anos depois integrou a equipe da TV Liberal como editora e produtora do 'Bom Dia Pará'. Em pouco tempo, foi promovida para a reportagem onde permaneceu durante três anos. Atualmente, exerce, também, a função de editora-executiva e atua no Jornal Liberal 1ª Edição.