23/07/2010 às 12h57
Meu irmão tá namorando |
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- Tu já viste a minha namorada, nhãnha? Meu irmão até hoje me chama de Nhãnha, do jeito que ele me chamava quando, pequenino, não conseguia pronunciar Luanna. Ele foi crescendo e aprendeu meu nome, mas eu nunca permiti que ele deixasse de me chamar daquele jeito. Eu não poderia - não posso - aguentar ser rebaixada a Luanna, nem quando ele casar. Eu sou a Nhãnha, essa coisa tão meu irmão, tão carinhosa. E agora, ele me vem com essa.
- Que namorada, Luccas? (sim, já perceberam que minha mãe tem essa mania horrorosa de dobrar as letras dos nomes)
- A Carol, da escola.
- Luccas, tu acabaste de mudar de escola.
- E?
'Ah, por favor, ele tem 14 anos, é um moleque, esse namoro não tem nem beijo', tentei me confortar em pensamento. E foi quando me veio um flash. Meu primeiro beijo foi aos 12 anos, aos 14 eu tive meu primeiro namorado sério, vizinho de prédio. Ia na porta de casa, conhecia minha família, me dava flores, podia entrar no meu quarto com a porta aberta. Tudo com direito à cara-metade pendurado no pescoço e a eterna alcunha de Luly. PUTZ GRILA, MEU IRMÃO TÁ NAMORANDO!!!!
E agora? Meu irmão tá beijando, meu irmão tá se amassando pelos muros da escola, meu irmão tá...tá...tá ficando de barraca armada! Meu irmãozinho! Não, não, eu não sou careta, eu não posso ser assim, ter ciúmes, mas meu irmão é uma criança, me chama de Nhãnha e ainda brinca. Eu era diferente! Aos 14 anos era quase uma mulher feita, não tinha mais nenhuma babaquice não. Eu acho.
- Luccas, a Carol sabe que tu assistes televisão cheio de bonecos da McDonalds ao lado? Ela sabe que tu lês Revista Recreio? Que tu vês Cartoon Network?
- Sabe. Ela também.
Fico aliviada por uns minutos. Eles ainda são crianças. Não resisto, entro no orkut dele. Cheio de fotos. Pior. Cheio de fotos dos dois aos beijos. Me arrepio inteira. Mil declarações dele pra ela. Procuro o orkut da 'cunha', mas ela não tem. Me arrepio de novo: o orkut do meu irmão é recheado de molequinhas puxando o saco dele, dizendo que ele é lindo, que ele é sexy (sexy???), que o amam, blá, blá, blá. Ele é o cara da escola. O gato. O possível pegador. Começa em mim um princípio de infarto.
- Cadê o Luccas, mãe?
- Foi pra academia.
- O quê???
Sinto um formigamento no braço esquerdo, meu coração vai parar, eu tenho certeza. Um moleque desses interessado em fazer academia pra quê? Quer ficar sarado pra quê? Quem disse que ele é homem?
- Cadê o Luccas, mãe?
- Foi pra casa da namorada.
Agora foi-se. É oficial, enfartei, desliguem os aparelhos. Tem visita na casa da namorada. Tem namoro vigiado no sofá, mas tem amasso escondido, valendo medalha quando a vigia resolve beber água. Eu sei! Minha mãe, mesmo preocupada, está em polvorosa, afinal sua nora é lindinha, uma princesinha, e ela acha isso tudo uma gracinha. Eu adorei a parte em que ela é presa pela família, muito presa, não pode fazer nada. Uma princesinha na torre. Graças a Deus. Espero que não saiba jogar as tranças pro meu irmão subir.
Aí eu vejo meu irmão triste, cabisbaixo em pleno verão, férias, julho... Os moleques da idade dele correndo, pulando, brincando na piscina e ele irritadíssimo, sem largar o telefone.
- O que é, mano?
- Eu quero falar com a Carol, a mãe dela não deixa ela fazer nada. Eu queria ir lá na casa dela, ela tá perto da praia, mas eu só posso ficar duas horas lá.
- Eu te deixo quando for pra praia. (droga)
Os olhos brilharam. Mas o engarrafamento até a praia compactuou contra o casalzinho. Até chegar à casa dela já seria hora de voltar. Desistimos e voltamos pra casa, acabando com as expectativas do moleque.
Ao telefone, ele revoltado, os dois meio que discutindo. 'Eu que não quero te ver? Eu não posso ficar mais que duas horas, e não consigo chegar na tua casa. Ah, em Belém, tá, tá bom. Ô, Carol, até pra ir ao cinema tá difícil. Tá tchau!'.
Pelo retrovisor eu vejo a revolta e a tristeza nos olhos de menino dele, e lembro quantas vezes fiquei assim quando, em plenas férias, sem aula, sem preocupação e com todo o tempo do mundo, meu ex-namorado e eu éramos separados pelas nossas famílias. Ele em fortaleza, em salinas, eu, isolada na ilha do amor, e o tempo ocioso sacaneando nossa saudade. Eu chorava, eu amava muito, eu sofria, eu morria de ciúmes. E sim, eu menti lá em cima, também brincava de Barbie escondida no quarto, via pica-pau na TV, mesmo ouvindo Nirvana, como meu irmão ouve Beatles. E pra mim aquele amor era tão sério, que poderia ser o último, exatamente como eu via naquele olhar marejado de água pelo retrovisor.
- Luccas, diz pra ela marcar cinema com a amiga. Tu vais com teu amigo e vocês se encontram lá. Ela diz aos pais que vai encontrar o pessoal da escola.
- Ela não mente pra mãe dela. (Ô, criança...!)
- Nem vai mentir agora. Ela vai com a amiga, ué. Tu e teu amigo não são da escola? Então. Não tem mentira nenhuma aí.
- É... Pode ser.
Eu ainda sou a Nhãnha, mas meu irmão já começa a deixar de ser Luquinhas. Cheio de pelos, sonhos, feromônios, fantasias, promessas de amor eterno, paixão, ilusões, e mesmo com a cabeça repleta de sacanagem, ainda é inocente como a minha nunca mais será. E nunca será tão criativa, apaixonada, otimista e verdadeira como a dele. E por um lado, eu o invejo um pouco por isso e ao mesmo tempo, me entristeço. Porque ele vai crescer. E até quando irá me chamar de Nhãnha ou precisar de mim pra levá-lo até a praia? Ah, e se ele casar antes de mim, eu arranco os dentes dele.
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07/07/2010 às 11h00
Plano infalível |
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Eu tenho um plano infalível. Tá tudo esquematizado.
Nos meus planos mais bem bolados tu és meu e eu sou tua. E tudo é muito simples. Começa assim, nessa nossa conversa mole e fiada, entre um olhar mezzo sedutor mezzo maroto que vou lançar pra ti, e várias coisas que vou deixar no ar. Vou te fazer rir, te divertir muito e te fazer sentir tão confortável ao meu lado que a noite vai precisar nos expulsar de onde quer que estejamos.
Não vou te adicionar em nenhum bate papo virtual, nem em rede alguma, não vou deixar nada ficar impessoal. Vou pegar teu telefone e te surpreender com a minha voz e um convite. Vai ser dessas ligações que vão te deixar intrigado, empolgado, curioso. Não vou te chamar pra um bar, uma balada, não vou te avisar que alguma festa vai acontecer. Vou te buscar em casa, numa tarde ensolarada, com uma mala cheia de cerveja (porque tu gostas) e uma única flor na mão e te levar pra uma praia não muito distante. Vou estender a canga, iremos colocar um guarda-sol e dividir fones, latas e gargalhadas, porque nunca pensaríamos que justamente após arrumar tudo iria chover. E mesmo assim vai ser perfeito.
Vou falar da vida, da morte, da infância, do que gosto e vou ficar muito tempo calada deixando que tu fales tudo o que tu queres. Vou ser toda ouvidos. Tenho certeza que vou gostar da maioria das coisas, entre elas as de certas coincidências que irão nos empolgar. Vou te deixar a vontade. Vou te deixar com vontade. De ser tu mesmo, de ser simples, de ser meu amigo, de estar comigo, de me beijar.
Vamos nos beijar. Vamos sentir arrepio. Vamos disputar quem fala mais. Vou colocar uma música que vai te fazer pensar em mim depois. Tu vais fazer o mesmo e eu vou ouvi-la 25 vezes por dia. Vamos nos falar ao telefone de novo e nos ver de novo e nos beijar de novo e nos arrepiar de novo e voltar pra casa com uma nova música ou novo filme que precisamos ver porque um de nós falou nele. Vamos nos jogar no silêncio do quarto rindo, olhando pro teto, eu na minha casa, tu na tua, e nós dois no mesmo lugar, pensando em como a noite foi boa. Vamos querer comer juntos um sanduíche na esquina, tomar um sorvete, andar de bicicleta, passar o fim de semana juntos naquela mesma praia ou em outra. Vamos estar solícitos a qualquer programa sem importância e fazer dele uma desculpa apenas para estar com o outro como ir assistir a banda em que o meu amigo um dia foi roadie. Vamos trocar segredos e eu vou te mostrar que os meus podem ser mais cabeludos que os teus e é aí que tu mostras que talvez eu esteja errada. E vamos rir deles e chorar com alguns, mas vamos fazer juntos e provavelmente ainda não o fizemos com ninguém.
Vamos ter nosso próprio vocabulário. Vou querer te soltar, te deixar tão livre e tão meu que vais te assustar, ficar confuso. Mas vou te fazer entender que quero ser livre e leve contigo. Vou te ser fiel, companheira, parceira de bar, amante insaciável, doce namorada. Te fazer carinhos, afagos e os poucos pratos que sei. Mas cuidarei que continue tendo minhas próprias opiniões e respeitarei as tuas. Vou te levar em casa escondido apenas pra dormir, sem fazer barulho e te fazer cafuné. Vou te dar um presente que só nós entenderemos e ele será o melhor da tua vida naquela hora. Vamos procurar um apartamento pra mim juntos e te farei sentir o quanto tua opinião é importante pra mim. Vou te fazer acreditar em amor. E tu finalmente irás dizer que me ama, assim como eu, baixando a guarda pro incerto futuro que o presente tão maravilhoso vai nos reservar.
Vou querer conhecer tua família e ter um pouco de vergonha de te apresentar a minha. E vamos até gostar de ver que a família do outro sempre pode ser mais louca ou complicada que a nossa. Vamos amar nossos cachorros, gatos, irmãos, primas, mães e tios adquiridos na mesma proporção que odiá-los. E vamos nos odiar também talvez um dia ou outro. Mas só um pouco até fazer as pazes antes de dormir. E aí, tu vais perceber que história nenhuma, mesmo as exatamente iguais, são tão perfeitas quanto a nossa e vais achar que só nós no mundo somos tão felizes assim. E a gente não vai precisar casar como manda o figurino, mas todo dia vamos pensar em como vai ser a cerimônia mais diferente da face da terra e a música que vai tocar e quem vão ser os padrinhos e como vai ser o meu vestido (porque todo amor é careta). Até escolhermos os nomes dos nossos filhos que juramos que não queremos ter. Até nisso a gente concorda.
Tá tudo planejado como tem que ser. É... só falta eu te conhecer.
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24/06/2010 às 14h22
Zero a zero |
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Um balcão. Uma quarta-feira. Oito copos vazios de chopp. Dois amigos. Um jogo de futebol qualquer na TV do bar.
- Esse time é uma merda.
- Com esse técnico... Se esse Zé ruela dirigisse a minha vida ela continuaria também no zero a zero.
Os dois soltam uma gargalhada. O primeiro, gordinho, baixinho, toma um gole longo do chopp quente. Pergunta:
- Falando em zero a zero, e a... Aquela que combinamos de não tocar no nome?
- Petra. Já podemos falar o nome dela. (pausa para um gole) Tá lá.
- Vocês têm se falado, se visto?
- Hum-hum (responde negativamente)
- Ela tá com um cara, né?
- Parece. Uhhhh, filho da p***!!! Na trave!
- Mete a bola, filha da p***!
Os olhos de ambos não desviam na TV. O gordinho continua.
- Tu sabes quem é o figura que tá namorando ela?
- Eu nem sabia que ela tava namorando. É o Fabão.
- O Fabão??? Fabão, artilheiro do nosso time? O cara da academia?
- Hum-hum (responde positivamente, sem dar muita atenção)
- Bicho, como é que tu tá? Tu tas bem, rapá? Mas que filho da p*** fura olho!
- Não viaja, cara. A Petra e eu não temos nada. Acabou, acabou. Pra mim é assim. Ela pode namorar quem ela quiser.
- Mas, bicho. O cara é teu amigo.
- Era.
- Ei, amigão (faz sinal pro garçom). Mais dois!
O ex da Petra, um cara bonito, um corpo de dar inveja, desses que quando entram no recinto provoca torcicolo nas mulheres, e um tiquinho e inveja nos amigos. Mas não era tão durão quanto gostaria de parecer. Não estava gostando da conversa. O chopp chega.
- Cara, a Petra e eu acabamos de comum acordo. Eu to curtindo a vida de solteiro, to saindo com aquela loira lá do... do...
- Do aniversario do Maurício.
- É. Tô de boa.
- É, cara... Eu pensava que tu ias ficar arrasadão. Vocês já tavam há séculos, iam casar e os caramba... Mas também, essa loira da festa é uma gostosa. Aquela outra moreninha que tu tava antes, também. Tu tá cheio de mulher, rapá, toda a hora. E a Petra era uma safada. Não vale a pena mesmo.
- Safada?
- É. Tu sabes, parece que ela já tava antes com esse cara... Não sabes? Bem, o povo comenta.
- Ah. É... Eu desconfiava. Foi por isso que a gente terminou.
- Eu pensava que ELA tinha de dado um pé na bunda.
- Não... CHUTA, P***A! Perna de pau!!!
- Mas, cara, eu sei que tu tá desencanadão pra cacete, mas tá na hora de tirar essa foto dela aí do papel de parede do teu celular e atualizar o teu Orkut. Ainda tá namorando lá, pô!
- Eu me esqueço de tirar. Tenho coisa mais importante pra fazer. Esperança?
- Acabou. Égua do jogo escroto. Timinho.
- Zero a zero é f*da. Ô, traz mais dois e a conta?!
Levanta do balcão e vai ao banheiro. Se tranca na cabine, e enquanto faz xixi, olha o celular. Ela não ligou, nem atendeu nenhuma das ligações que ele fizera ontem e hoje. “Ela já tava com ele?”, pensa. Veste-se, olha no espelho. Esquece de lavar as mãos. Queria ficar mais tempo lá dentro, mas o amigo vai perceber. Queria chorar um pouco, mas homem não chora. Queria ligar, mas não vai fazer isso. Precisava ir embora. Volta pro balcão. O amigo está com a comanda na mão, terminando o chopp.
- Chegou a conta, parceiro!
- Vou só terminar esse.
- Agora... Voltando ao assunto. A minha irmã disse que ela anda fuçando teu Orkut. Ficou mordida com os recados que ela viu lá. E ficou perguntando por que as fotos ainda estão lá. É isso que eu te digo.
- Fuçando, é?
- E ficou perguntando por que as fotos ainda estão lá. É isso que eu te digo. Ela vai acabar criando esperança e não é isso que tu queres, né?
Acabaram ficando até as sete. O gordinho já não se aguentava mais nas pernas. O amigo, o ex da Petra, parecia estar comemorando como se aquele jogo na TV tivesse tido uma goleada. E ainda pagou a conta no final. Ela ainda sentia ciúmes.
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15/06/2010 às 12h18
Coisas que não aturo na Copa |
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O mundo é verde e amarelo, minha rua é verde e amarela, as vitrines são verdes e amarelas, os bolos de aniversário são verde e amarelos e até a cueca do presidente deve ser verde e amarela. Chega a Copa e a overdose de patriotismo sufoca qualquer cidadão normal, lógico, até o primeiro gol que o Brasil levar. Aí, em 5 minutos todo o ufanismo toma cartão vermelho. Particularmente, até gosto desse clima da copa (afinal, é uma desculpa pra fazer farra e sair mais cedo do trabalho), mas tem coisas que mesmo sendo brasileiríssima, NÃO DÁ PRA ATURAR.
1. Mulher que nunca gostou de futebol discutindo escalação
Cara, é impressionante como as mulheres são afetadas pela Copa do Mundo. Nesse período, algumas viram expert em futebol. Nunca gostaram, dizem que são Corintianas só porque o pai deu uma camisa, mas não tem ideia nem de quanto o time joga. Brigam com o namorado cada vez que tem jogo na TV e quando chega a Copa, fazem uma sabatina futebolística de internet e televisão e se acham a Soninha. Ficam vidradas no jogo, xingam o juiz, chamam palavrão, fazem carão e no final querem discutir a escolha do Dunga e soltam frases prontas que ouviram do amigo ou o namorado como: ‘a seleção tá só volante, meu. Só o Kaká de armador!’. Não, Maria chuteira frustrada eu não aturo.
2. Bandeirinha na unha
Fazer as unhas nessa época é uma tortura. As manicures estão todas com os piores desenhos em suas unhas: um coração amarelo na unha verde; uma unha de cada cor da bandeira do Brasil, etc. Pior, todas querem nos convencer a fazer as unhas como as delas e dão as sugestões mais bizarras da Copa: ‘escreve Brasil, dá certinho uma letra em cada unha, fica lindo!’. Salve-se quem tiver bom gosto. Tudo bem pintar as unhas de azul ou amarelo (todas, por favor), até porque os esmaltes coloridos estão na moda, mas desenhar a cara do Ronaldinho já é demais. Até porque, ele não foi escalado. As minhas estão verdes, mas a minha manicure simplesmente misturou todas as cores num vidrinho e jogou na dela, parece aquela pintura de papel maché, o esmalte ficou tão grosso que parecia um cimento edição especial Hexa.
3. Bolão de empresa
Não preciso nem dizer que isso é a maior furada, né? Sempre fica um estagiário responsável por passar nas mesas e recolher os palpites. E as regras? “Ah, você não pode pedir 2x0 porque já tem duas pessoas. 2x1 também já tem dois palpites. Só dá pra pedir agora 5x3”. QUEM FOI QUE DISSE QUE MAIS DE DUAS PESSOAS NÃO PODEM TER O MESM0 PALPITE? Todo brasileiro tem sempre o mesmo palpite. Aí, você é obrigado a apostar 13x0 pra não ‘empatar com outro’. Quem não participa é mal visto. Quem aposta que o Brasil vai perder assinou o termo de ‘o estranho da empresa’. E pior, nunca dá pra apostar cerveja. Nem folga.
4. Falar mal do Galvão sem saber por que
Cara, todo mundo já sabe que o Galvão é o comentarista mais sacaneado e odiado da TV. Mas, ele ganha notoriedade na Copa. E quem não tem o que comentar (aí, voltamos pro item 1 da nossa lista) acaba mandando ele calar a boca. Experimente, então perguntar pra essas pessoas qual o problema do Galvão. ‘Querida, porque você não gosta dele?’. A resposta provavelmente será vazia: ‘Ai, ele é um saco!’. Meu bem, se você NÃO ENTENDE DE FUTEBOL, cale a boca você e deixa o Galvão em paz. Ô, saco.
5. Twitter
Essa é a novidade da Copa 2010. O Twitter é tão verde e amarelo que faz a gente querer torcer pela Argentina. O twitters mais frenéticos vão fazer o ‘favor’ de assistir ao jogo conectados em seu smart phone, narrando lance a lance. Meu filho, VAI ASSISTIR A DROGA DO JOGO! Desliga essa bustema desse celular, sai da frente desse computador! Ninguém te contratou pra ser o Cléber Machado da web. Ninguém normal estará no twitter e, se estiver, é porque não liga pra Copa, pro Brasil ou pra futebol, então não vai querer ver os seus tweets. Uma dica: vá contando, cada gol do Brasil, menos 10 seguidores na sua TL, Silvio Luis. Eu nem sei quem você é e não te sigo mais.
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